As lembranças do sítio Canta-Galo, em Pirajuí-SP, fazem brotar um sorriso nos lábios de Aparecida Silva, 79 anos. Junto dos nove irmãos, Cida orgulha-se dos tempos de infância que a tornaram uma pessoa segura e de bem com a vida. "Ia para escola, mas gostava muito de ajudar em casa." A lida com os animais era uma alegria para a menina. "Gostava de tratar das galinhas, dos porcos, de apartar os bezerrinhos... e no outro dia cedo a mãe tirava leite para nós tomarmos". E não parava por aí: "Cascava milho, varria o terreno... que delícia que era cuidar das coisinhas." Uma vida simples e feliz, assim Cida resume sua jornada. "Minha família era muito boa. O pai era um homem maravilhoso, mãe trabalhadeira e religiosa." Moradora do jardim Morumbi, região oeste, Cida tem uma filha e dois netos e ao lado do marido Daniel, que é aposentado, deixa a casa bem vistosa. Na cozinha, é uma senhora cozinheira. A abobrinha batidinha, o almeirão fininho são delícias que chegam à mesa da família. Com o tempo livre faz crochê e mostra a bolsa que fez. "Fico feliz". Entre as receitas para se viver bem: "Levanto, faço sinal da cruz, agradeço e me sinto bem." Cida participa de um grupo de reflexão, age a favor do próximo e a saúde vai muito bem. "Não tomo remédio, faço pão..." Para passar a dor de cabeça, um cafezinho e para dor de estômago, recomenda boldo.