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Minha história - Domingo sem feirinha, não é domingo

30 jun 2016 às 13:42

Morador de Cambé, todos os domingos o produtor rural Antonio Andrade Filho, 72 anos, "bate o ponto" na Feira do Produtor, localizada na rua Benjamim Constant, Centro de Londrina. Na banca de número 8, tem a ajuda dos filhos Rafael e Marco. Já na chácara, Daniel apoia o produtor na hora de plantar, colher e carpir. Desde o dia 4 de maio de 1980, domingo tornou-se um dia ainda mais especial para a família. Ainda de madrugada, eles seguem com a mercadoria para a feira. "Antes eu vendia na rua, rodava Cambé e Londrina com uma carroça. Passava pelo Bandeirantes, Vila Nova, Vila Cazoni e quando surgiu a oportunidade, abracei", recorda. Da carroça, seu Antonio passou a transportar mandioca, batata doce, limão, milho, pepino, abobrinha, entre outros, em uma caminhonete. Mas ela ficou pequena. Hoje, a bordo de um Mercedes Benz 608, amarelo, carrega caixas e mais caixas de produtos frescos para uma freguesia que já é certa. "Segunda, quarta e sexta, vendo no Ceasa, me considero um bom negociador. No Ceasa forneço também abacate." Disposto que só vendo, resume: "Tô forte, a saúde é 100%". Leitor assíduo do NOSSODIA, em Cambé garante o periódico na Banca da Esquina e em Londrina, o exemplar vem das mãos do ambulante Roberto Predicino. "Gosto de notícias em geral, duas vezes por semana vou ao culto com a família na "Igreja Só o Senhor é Deus" e de mandioca sou fã, principalmente bem fritinha, feita pela minha esposa, Maria Andrade", elogia o mineiro de Uberaba.

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