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Minha história - Das floreiras antes vazias, Edith colhe felicidade

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 out 2016 às 09:11

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Walkiria Vieira
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De bem com a vida, a aposentada londrinense Edith de Souza, 75 anos, ocupa seu tempo com trabalhos voluntários, ajuda moradores em situação de vulnerabilidade, faz e leva café da manhã a acompanhantes de enfermos do Hospital Evangélico todas as quintas e é muito ativa nas atividades da comunidade religiosa da qual participa. Viúva, dona Edith tem um filho, netos e também encontra tempo e satisfação para cuidar de uma pequena horta idealizada por ela própria em seu condomínio. "Pedi autorização para o síndico, para os lojistas e todas gostam e compartilham das verdinhas". Há couve, almeirão, cenoura, rúcula, cebolinha, manjericão e ainda destaque para boldo e erva cidreira. "Ah, a cidreira é um relaxante natural, não tem contraindicação e os antigos sempre recomendavam." As pequenas folhas se agarram à grade de ferro e dão um toque bucólico ao espaço urbano. "Às vezes estou no apartamento vendo televisão e penso que preciso ver como estão as meninas verdes. Desço, rego, cubro se está batendo muito sol e as pessoas falam como gostam de ver a horta, ficam interessadas em saber o nome de cada pezinho e fico feliz. Meu pai, Sebastião José de Souza, era baiano de Conquista da Vitória. Plantava abóbora, repolho, maracujá." Para o consumo da família e dos vizinhos, a arte de compartilhar é hoje seguida pela filha Edith. "Minha mãe também gostava de plantinhas, é de coração e fico feliz quando alguém leva um pouco de rúcula. Penso que vai comer uma salada fresquinha, fresquinha".
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