A costureira Terezinha completou 69 anos em maio. Mas antes de ficar frente a frente com uma máquina de costuras, foi operadora de caixa no supermercado J.A Veríssimo, que ficava na rua Sergipe. Ainda mocinha, decidiu fazer um curso de corte e costura na vila Casoni e sua professora, Ana, já colocou um olhar especial sobre aquela aprendiz. "Ela me incentivou e disse que eu levava jeito". O dom para reformas faz do ofício de Terezinha praticamente uma arte, pois o que estava encostado no armário sem serventia, logo volta a desfilar depois de passar por suas mãos. Barras de calça, ajustes e conserto de zíper são os principais serviços, mas há ainda quem apareça pedindo para virar um colarinho já esfolado e que ganha nova cara e fica pronto para encarar a labuta. Casada há 50 anos anos com um autêntico português, hoje e ela e seu bem na casa. O comerciante aposentou-se e o casal alegra-se da história construída a quatro mãos. Tiveram quatro filhos. "Todos uma benção." São dois casais e o neto mais velho tem 29 anos. Os bisnetos já deram o ar da graça. "São dois bisnetos e o mais novo tem cinco meses". Terezinha conta que criou os filhos na barra da saia, em volta da máquina. Um pé no pedal da máquina, outro no carrinho do bebê e um olhar de ternura sempre para seus tesouros, os filhos.