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Minha história - ‘Conheço cada palmo desse chão’

18 jan 2016 às 10:41

"É só peguntar pelo Figueiredo no Jardim Igapó (zona sul de Londrina), que todos me conhecem. Até mesmo os cachorros vira-latas do bairro", afirma o pedreiro João Batista Figueiredo, morador de Londrina desde 1969, quando deixou a cidade de Florínea (SP), para ser criado no Paraná junto aos 11 irmãos. "Graças a Deus, só um morreu até hoje e ainda tenho minha mãe viva, que está com 85 anos de idade", conta ele, hoje com 61 anos. Figueiredo revela que o início no norte do Paraná foi sofrido e desde criança teve de se virar para sobreviver. "Minha família era pobre. Todos tinham que ajudar em casa. Afinal tinha muita gente morando lá. Fui carroceiro, ajudante de pedreiro, pedreiro, flanelinha e outras várias coisas. Ajudei a construir a parte das casas do Jardim Igapó. Mas trabalhei por toda essa cidade. Conheço cada palmo desse chão", destaca. "Mas a minha região favorita em Londrina é, sem dúvida, zona sul", diz o homem. Sempre bem humorado, ao ser questionado se tem filhos, o morador ilustre do Jardim Igapó brinca com a tristeza. "Além de Londrina, trabalhei com construção civil em vários Estados do Brasil. Em cada um deles deixei um filho. Brincadeiras à parte, na verdade vivo com a tristeza de não ter me casado. Hoje, moro sozinho e não tenho ninguém para me fazer companhia nesta altura do campeonato", lamenta. "Por falar nisso, aproveito a oportunidade e faço o convite: se alguma mulher se interessar por mim...", ressalta Figueiredo aos risos, debaixo de uma das mangueiras às margens da Avenida Dez de Dezembro.

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