Servidor público, Gilberto nasceu em Ibiporã e nunca se desligou no Paraná. Está com 55 anos e conserva o espírito leve, jovem e pensamento positivo. A família com oito irmãos segue unida e a infância é motivo de saudade. "Morei no Pizza, na zona Sul e a gente jogava bola no campinho. Era toda tarde e uma vez até quebrei o braço no meio da brincadeira. Em casa, apanhei do pai." Seu Fernando já faleceu e era bravo. "Já avisava que se batesse ou apanhasse na rua, levaria também quando chegasse em casa". Mas o pai era autoridade e o respeito do filhos marcou a educação. Dona Angelina, a mãe de Gilberto está firme e forte. Mora com os filhos e por vezes faz bonito na cozinha. "No domingo a mãe matava um frango caipira e fazia com polenta ou macarrão. De noite, era a vez de a gente sentar no terreiro em volta de um tacho onde estourava pipoca." Tempo bom vivido, tempo vivo na memória. Feliz nos dias de hoje também, Gilberto é casado há anos. Na casa tem cachorro e passarinhos e graças aos cuidados da esposa Beth, a harmonia paira. "Ela cuida dos bichinhos. Thor é um poodle danadinho e sempre entra em casa quando tem chance. O outro cachorro da família, Maloi é um chow-chow que também traz alegria a todos".