Durante 17 anos, o londrinense Arthur Ricardo Alexandre, 27 anos, viveu no Vivi Xavier, zona norte de Londrina, e guarda muitas recordações da infância, principalmente das brincadeiras de rua. "Peguei a fase do carrinho de rolimã e cansei de arrancar tampão do dedo. As brincadeiras eram ao ar livre e aos sete anos cheguei a ser atropelado por uma mobilete". Hoje, Arthur mora no centro, na companhia da mãe, dona Hilda, a quem tem como Deus na Terra. Ela é muito importante para mim." Viúva há dez anos, dona Hilda sempre foi presente na educação dos filhos e os exemplos foram essenciais. O pai de Arthur era pedreiro e enquanto observa alguns idosos passarem, sente saudades do genitor. Quando o assunto é boa comida, o técnico em instalação de alarmes volta a falar da mãe. "A lasanha dela não tem comparação. Comida de mãe é top", elogia. Há sete anos no mesmo ramo, Arthur diz que pretende concluir os estudos, se aperfeiçoar em sua área e ainda conta que tudo que aprendeu foi por interesse, na prática e com a ajuda dos colegas de trabalho. Após um serviço concluído, aguarda em um banco do Calçadão Central e lembra: "Tenho que ir ao dentista". O aparelho nos dentes é mais que preocupação estética, o jovem sabe também da função do tratamento e também sorri mais à vontade, graças à sua autoestima e seus cuidados com a saúde bucal.