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Minha história - Arte ao ar livre

29 jan 2017 às 21:55

A bicicleta encostada na árvore serve de apoio para o case do violão e para a bolsa de crochê – presente da companheira – do cantor e compositor Pedro José. Ao fazer do Calçadão de Londrina o palco, oferece a quem passa, aos comerciários, bancários e ambulantes, uma pitada de arte para quebrar a rotina. Com canções próprias ou de outros artistas, deixa a sua marca. Natural de São Paulo, capital, passou parte da vida em Vinhedo, no interior, onde até hoje vivem seus pais. Dez anos atrás, aprovado no Vestibular, passou a cursar História na UEL. Paralelamente, entrou em um grupo de teatro, começou a compor e a transformar suas poesias em músicas. "Até então, não tocava muito além do meu quarto e esse contato com o teatro me provocou a me entregar mais à Arte e deixei a História um pouco de lado". Desde 2010, toca na rua e, nesse momento, essa é a fonte de renda do artista Pedro José. "Várias pessoas param, elogiam, agradecem e as reações positivas predominam". Na música Medo, esperança e Saudades, declara: "Cada lugar me dá vontade de chorar/ Me dá medo, esperança e saudades/ Se falo alto, tem quem tente me calar/ Mas no meio da vontade, há coragem". Artistas como Itamar Assunção, Sérgio Sampaio e Belchior, são referências para Pedro José, que também integra a banda Caburé Canela, na qual canta e toca guitarra. Filho de um desenhista e de uma arquiteta, reconhece a influência que vem da família. "Tive oportunidade de trabalhar esse olhar para a Arte".


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