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Minha história - Alcibiades acredita em um milagre

27 fev 2017 às 10:30

Por dia, são 40 cigarros. No mês, o gasto ultrapassa os R$ 300. O prejuízo financeiro é irrelevante diante das tantas perdas que o vício trouxe para o autônomo Alcebíades de Paula Neto, 56 anos. Ciente da dificuldade de livrar-se do hábito, já procurou grupos de apoio, terapias alternativas e se esforçou. "Mas sem êxito. O máximo que consegui ficar sem fumar foi por horas dentro de um avião", admite. Formado em Hotelaria, Alcebíades estudou no Senac, unidade Águas de São Pedro. Orgulha-se, mas ressente-se por não colocar seus conhecimentos em prática, já que o cigarro o limita no ambiente de trabalho. "O problema com o álcool, graças a Deus eu superei, mas o cigarro, a cada dia, percebo minha dependência. Tenho enfisema pulmonar, minha capacidade está baixo de 50% e ainda assim, não consigo me conscientizar e tomar uma atitude." Um cigarro atrás do outro, assim é a rotina do autônomo. "Quando vejo um jovem, se pudesse, tiraria o cigarro das mãos dele." O prazer efêmero, Alcebíades classifica como escravidão e admite que sente-se impotente para lutar contra o costume.
"A propaganda que trazia o jogador de futebol Gerson me seduziu". Morador da Vila Fraternidade, tem sete filhos e uma crença. "Um milagre, quem sabe, me livre do vício".

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