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Minha história - A gentileza de Beto é contagiante

Walkiria Vieira
NOSSODIA
21 jul 2016 às 09:13

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Walkiria Vieira
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Quando a edição 414 era publicada, na segunda-feira, o londrinense Carlos Roberto Duarte, o Beto, comemorava seu aniversário de 37 anos. Criado na Vila Operária, recorda com carinho as peladas no campinho e as disputas de "burquinha". Muito conhecido na feira de domingo, realizada no centro de Londrina, conta que já são 24 anos de convivência com feirantes e fregueses. Das madames às mascotes que as acompanham pelas bancas cobertas de lonas coloridas, Beto as cumprimenta pelo nome. A pet Cristal é um exemplo. De segunda a sexta, trabalha em uma transportadora. "Sou descarregador de móveis nessa empresa há 12 anos", orgulha-se. De relações duradouras, Beto exalta a figura da tia Tereza, quem o criou. "Perdi meu pai aos três anos e minha mãe aos oito meses. Devo toda a educação que recebi a minha tia e, graças a Deus, ela está forte. Morador do Jardim Primavera, na zona norte, Beto carrega sacolas, leva o carrinho de quem o solicita, ajuda quem tenta procurar uma vaga para estacionar e é cumprimentado por onde passa. Sempre sorrindo e de bom humor, a gentileza gera gentileza e Beto engrossa a renda com as gorjetas espontâneas. Aconteceu dia desses que, após chegar em casa, um freguês notou que esqueceu uma sacola com compras e quando chega na feira, procura Beto. Feito perdigueiro, Beto vai de banca em banca, encontra a sacola vermelha e acode o senhor - que escapa de uma bronca da patroa em pleno domingo. "Já sofri muito quando pequeno, agora é tempo de sorrir e de ser feliz."
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