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Minha história - A arte está na memória do Calçadão

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 fev 2016 às 16:11

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Walkiria Vieira
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Todas as manhãs, uma mala de viagem é descarregada no Calçadão de Londrina com uma porção de acessórios. São bolsas, braceletes, pulseiras e cintos de couro feitos pelo artesão Roberto Rodrigues de Moraes, 57 anos. Martelo, alicates, couro, furadores e pé de ferro são as principais ferramentas. E não é de hoje que de segunda a sábado é essa a sua rotina: expor seus trabalhos, atender a freguesia e efetivar a venda ou o conserto de alças de bolsas, ajuste de cinto e furo para quem precisa. Natural de Santa Mariana, são cerca de 10 anos sem visitar a cidade em que nasceu. "Como dizem, município vizinho", brinca. A profissão de marceneiro, aprendeu com o pai, seu Luís. "Era caprichoso e fazia até máquina de debulhar milho, que na época era de madeira. De um álbum de fotos, Roberto mostra o quanto o Calçadão já mudou nos 41 anos em que trabalha lá. "Hoje o turismo diminuiu, não havia shopping nem tantas lojas populares, mas consegui me adaptar. Morei dois anos na Itália, quatro na Inglaterra e retornei há quatro. Muita gente sentiu a minha falta e eu levo a sério o meu trabalho. Estou aqui para o sustento e educação de meus filhos. O caçula tem 12 anos, fala inglês fluentemente e as minhas filhas moram na Europa. Tanto minha casa no Vivi Xavier, como o apartamento em que vivo são fruto de trabalho", enfatiza.
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