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MINHA HISTÓRIA

13 ago 2017 às 20:20

Natural de Registro, no Vale do Ribeira, Maria Antonia da Costa, 51 anos, escolheu a cidade de Londrina para viver com a família, principalmente em busca de qualidade de vida para os quatro filhos. "Hoje o mais velho tem 32, o mais novo 28. Quando eles eram adolescentes, morávamos em Guarulhos e isso já preocupava". Com o passar dos anos, Maria foi gostando cada vez mais de Londrina. Moradora do Jardim Ideal, na região leste, considera que a cidade seja boa por completo. Ela está afastada do trabalho há dois anos para cuidar da saúde. "Sofro de artrose na coluna, quadril e joelho. Por muito tempo fui cuidadora de idosos e os esforços para carregar peso me prejudicaram". O neto Caetano é uma das alegrias de Maria. Ele está sendo alfabetizado. Por onde olha, observa, lê, compara o formato das letras a animais e quando não concorda com alguma coisa já diz: "Esse B.O eu não assino", reproduz a vovó coruja. Em fase de superação, Maria Antonia se apega à família para tocar a vida. Ficou viúva há três anos quando o marido Geraldo Oliveira sofreu um acidente durante a manutenção do caminhão. "O borracheiro deixou o pneu enchendo, foi beber água e houve a explosão. Uma grande perda, pois vivi mais tempo com ele do que com meus pais, mas a gente tem que seguir em frente. Estava perto do aniversário dele, me tratava por Preta e falou que quando chegasse, não importava o dia, a gente ia comemorar. Mas o que me consola é que sempre foi um motorista prudente e nunca machucou ninguém no trabalho". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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