Após um acidente de trabalho, a rotina da londrinense Luciana Gomes da Silva, 38 anos, mudou por completo e praticamente tudo o que precisava e gostava de fazer, ficou limitado. "Eu trabalhava em uma casa de família, era registrada e, certo dia, quando fui ajudar a tirar uma mesa de mármore de lugar, senti uma forte dor, tive mau jeito. De exame em exame, após oito meses, já não conseguia mais ficar ereta, estava toda arcada e os médicos disseram que era irreversível", explica. No Conjunto das flores, na Zona Sul, Luciana passou a infância e vive na casa em que nasceu até hoje. Com uma casal de filhos, de 20 e 15 anos, conta que amigos da época da infância ainda mantêm contato. "Com a Gislaine, a Vivian, o Salim". Luciana relata que começou trabalhar aos 10 anos de idade. "Cuidava de crianças menores, lavava uma loucinha". O Ensino Médio concluiu com esforço e de fato não se imaginava, tão jovem, enfrentando tal situação. "Já passei por neuro, ortopedista e fisioterapeuta. Tomo analgésicos para suportar a dor, eles dão reação e dos 45 quilos cheguei aos 80 pela falta de atividade física." Na terapia ocupacional, faz crochê e Luciana encontra oportunidade para se desligar da dor por alguns momentos". Sobre o acidente, foi concedida indenização de R$ 19 mil. "Pagos em parcelas de R$1 mil, mas a vida continua e já tive que ouvir de perito que ando assim porque quero. É um sofrimento incalculável e luto por um benefício para viver um pouco melhor". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)