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Minha história

19 mar 2017 às 18:55

Na busca de uma fresca, a aposentada Leni dos Santos Marcelino, 77 anos, vai além da varanda de sua casa, no Jardim Champagant, zona oeste de Londrina. É do outro lado da rua, perto das espadas de São Jorge, que encontra a brisa, o aconchego e um sombra para continuar o seu crochê. Natural de Maceió, capital de Alagoas, é a número 13 dos quinze filhos. A variedade de frutas tiradas direto dos tantos pés, serviam para o sustento da família. "Minha mãe pescava no rio Mandaú e a gente vivia de peixe." Em Murici, onde a família viveu, o apito do trem era também sinal de fartura. "Era a hora do sururu". Do Nordeste para o Sul, antes uma pausa em São Paulo. "Fomos de pau de arara até São Paulo. Depois pegamos o ônibus e morei em Jaguapitã." A perspectiva de uma vida melhor fez os Marcelinos migrarem. Em Ibiporã, Leni se casou, teve quatro filhos e recentemente ficou viúva. "Foram 51 anos de casado e ele foi o amor da minha vida." A casa onde vive com os filhos, foi obra do marido, seu José Marcelino, que era construtor. Saudade de Maceió não falta, mas os cuidados com os filhos que são especiais pesam mais para a aposentada. "Uma hora eu vou." Por enquanto, o passeio é da porta de casa até o outro lado da via. "Tomo uma garapa no ambulante, cuido das plantas, do serviço de casa e dos cachorrinhos." (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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