O álbum de figurinhas da Copa é uma oportunidade de fazer novas amizades. Na busca por completar o livreto, os encontros de colecionadores tem proporcionado mais que o objetivo de trocar a repetida pela desejada. É o caso do estudante do Ensino Fundamental II, André Paludo, 11 anos. Na companhia do avô, o motorista aposentado Ertez Paludo, 78, fez a festa em recente parada na banca Rodeio, no centro de Londrina. De pacotinho em pacotinho, os sorrisos se multiplicam. O avô abre um, o neto outro. Num cantinho, as repetidas. E uma brilhante, que traz mais empolgação ao ritual. Seu Ertez confessa que em sua meninice não teve essa oportunidade. "Volto a ser criança". Morador de Medianeira, alegra-se com a experiência de André e reflete: "É muito bom. Faz a cabeça trabalhar e vejo como ele fica faceiro nesse entretenimento diferente do computador." Por dentro do país de cada time, consideram que a troca de figurinhas ensina a se relacionar, a ter autonomia e também a negociar. "Brilhante por brilhante", diz André. Uma das mais almejadas, a do grupo do Brasil, é motivo de ostentação para o estudante. "Agora quero a do Pele´. Já tenho Messi, Ronaldo e Neymar", dispara. A chegada do também estudante Filipe Dias, 16 anos, à banca é motivo de uma pausa na colagem. "A troca é concretizada, três por três. Felipe usa até um aplicativo. Comemoram a goleada e se despedem, no melhor espírito esportivo com um aperto de mãos. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)