De uma família de dez filhos, o restaurador de pedras decorativas Júlio César da Silva, 33 anos, começou a trabalhar cedo. "Era engraxate". E boi parte da infância foi brincando nas ruas do conjunto José Belinatti. "Um dia, quando trabalhava como engraxate, tinha uns 11, 12 anos, quando vi uma pregação, me senti tocado e pensei que um dia também gostaria de falar de Deus para as pessoas. Aqui na Concha Acústica comecei há pouco tempo. É um trabalho social e presencio muitas curas ao evangelizar sem atacar. Somos uma equipe, sozinho ninguém faz nada. Em busca da paz, pedimos sempre que Deus abençoe a todos e a esta cidade – que está muito violenta". A barreira da timidez, Julio César considera que rompeu aos 17 anos. "Foi quando tive a chance de começar a pregar e cada dia Deus vai nos preparando. Não temos um curso de teatro ou de dicção, é Deus que vai nos preparando", enfatiza. O culto que é dividido em momentos de canto de louvor, também dá chance para outros se expressarem. "Tem uma índia que vem e pede para cantar. Nós deixamos porque fica feliz, se sente valorizada. Sabemos que onde vive não há água, luz e está abandonada pela sociedade e nós, como povo de Deus, não fazemos vista grossa." Durante os momentos de culto ao ar livre, Júlio também divulga o próximo encontro do qual participará. "Nos dias 12 e 13 de dezembro haverá uma confraternização entre todas as igrejas. Vai ser na rua Maria Sinopoli Francovig, 1268", antecipa. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)