O aposentado Antônio Virgínio, 80, visitou a ExpoLondrina já no primeiro dia do evento. Mineiro de Ouro Fino, chegou a Londrina aos 13 anos com a família, após longa viagem de caminhão pau-de-arara e uma breve passagem por Cornélio Procópio. "Meu pai era de Monte Sião e minha mãe de Jacutinga, eles venderam as coisas lá e vieram, aí quem deu o primeiro emprego para nós foi o ‘seu Celso’". O senhor que empregou os pais e os irmãos de Virgínio foi Celso Garcia Cid, que os ajudou a conseguir uma casa em uma das colônias nas fazendas de café da cidade. "Ele era bom demais, ele que falou ‘emprega aquela gente que são gente boa’ e colocou a gente em uma das maiores casas da colônia". Mesmo com a idade avançada, Toninho, como é conhecido, sente falta do trabalho. Agricultor desde sempre, afirma ter feito de tudo na vida. "Sou carpinteiro, ajudante de pedreiro, faço de tudo." Casado e pai de cinco filhos, duas mulheres e três homens, o mineiro tem outros xodós para se divertir atualmente. "Minha filha saiu de casa e levou os dois cachorrinhos, mas eu gosto tanto deles. Eles vão em casa e eu dou comida, faço carinho... Gosto muito deles". (Matheus Camargo/Grupo Folha)