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MINHA HISTÓRIA

25 fev 2018 às 18:39

Morador de Cambé, Valdomiro Delfino trabalha há 34 anos na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e está prestes a se aposentar. Quase um cigano da região, nasceu no Patrimônio Bratislava, em Cambé, e morou em Faxinal, Apucarana e Londrina antes de voltar à cidade. "Eu nasci no Bratislava e morei no sítio por muito tempo, até os 20 anos. Aquilo foi minha vida até meu pai comprar um outro sítio em Faxinal e irmos para lá", conta. A maior certeza de Delfino é de que "já deu" de trabalhar. Além de plantar e colher no sítio desde criança, ainda passou oito anos na empresa Braswey e mais um período na construtora Engenho antes de assumir a vaga de auxiliar de serviços gerais na universidade. "Eu sofri um acidente de moto em 1981, quebrei minhas duas pernas, só recebi alta em 1983 e saí do meu emprego. Estava saindo do escritório onde fui fazer meu acerto, passei pela UEL e vi que tinha uma vaga lá, na verdade preenchi um documento e fiz o treino, acabei ficando. Agora, eu já trabalhei muito na minha vida, quero aproveitar. Viajar, andar por aí, não sei. Vamos ver o que vem pela frente." Aos 62 anos, casado, pai de um filho e avô de um neto e uma neta, o senhor Valdomiro sabe diferenciar o emprego que tem na UEL dos outros pelos quais passou no decorrer da vida. "Aqui é bom porque não tem ninguém que pressione. Faço minha escala e sempre fiz meu trabalho certinho. Sempre trabalhei em lugares bons, mas sempre teve aquela pressão para produzir coisas, mas aqui não, sempre tudo bem feito e sem isso." (Matheus Camargo/Grupo Folha)


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