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MINHA HISTÓRIA

06 dez 2017 às 21:17

A paranaense Ivone Santos Lone, 57 anos, faz de retalhos peças exclusivas na criação de seus vestidos e acessórios. Da necessidade, invenção. Com o nascimento de seu filho especial, Douglas, passou a costurar em casa. "Eu tinha que ficar ao lado dele o tempo todo. Dava comida na boca, não podia ficar sozinho e minha mãe me deu esse conselho. Falou para eu não me preocupar tanto com o serviço de casa e foi uma grande ideia. Eu colocava música e a gente passava o tempo todo junto" Douglas viveu até os 21 anos e há 16 se foi. A máquina de costura overloque é a mesma e ainda funciona bem. Os filhos, netos e Deus fortalecem Ivone. Há dois meses, o marido faleceu. "Estava nadando. Foi em Alvorada do Sul. Era uma sexta-feira e hoje é o primeiro dia que retorno para a feira. Está sendo muito bom. As pessoas passam, me cumprimentam e dizem que estão felizes pela minha volta. Eu também. A feirinha é minha vida. É bom ver as pessoas, conversar", comenta. As roupas coloridas ou neutras agradam a diferentes clientes. Saídas de banho, vestidos leves são como refrescos para os dias quentes, e com bom gosto aliado à consciência ambiental, Ivone defende suas ideias e o respeito que tem sobre o mundo. De noite já não costura, roupa preta também não. A vista não permite. "E a perda repentina de meu marido é difícil, muito difícil. Dificil entender essas coisas." (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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