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05 abr 2017 às 22:37

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Walkiria Vieira
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Os 45 anos de carreira de Romilda Nogueira, 62 nos, são para a artista prova de seu amor à música e principalmente às origens sertanejas. Natural de Califórnia, no Paraná, Romilda considera que seu pai tenha sido sua maior influência e desde menina o via cantar. "Ao lado de um primo, formou a dupla Sereno e Sereninho." Aprendeu a tocar violão e inspirada por Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó, foi construindo sua trajetória pessoal. "Para mim, Suzamar Souza é a rainha do estilo do Sertanejo." Com três CDs gravados, o mais recente solo, colhe frutos. "O lançamento foi feito no Brás, tradicional bairro de São Paulo". "Vida de Caminhoneiro" é a música de trabalho deste último CD, que também traz canções como "Berço de Ouro" e Romilda faz questão de divulgá-la. "Quem não conhece Londrina, não conhece o meu Brasil". O argumento de artista é de que a música tem o poder de valorizar as cidades, as regiões, os estados e também o País. "Estive em Barbosa Ferraz essa semana que passou. Foram dois shows, a praça ficou lotada. O povo me abraça com o coração e eu me emociono até hoje antes de pisar no palco. Mas quando estou lá, me transformo, danço forró e ninguém acredita que uma de minhas pernas foi amputada." Um problema de saúde aos 21 anos provocou a amputação, Romilda usa uma prótese, já passou por 18 cirurgias e incentiva as pessoas a se superaram as dificuldades. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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