Duas mulheres, duas histórias. Cada uma com seus sonhos e um objetivo as une: a alegria da vida. No grupo ‘De bem com a vida’, que integra o Centro de Apoio ao Paciente com Câncer (CAPC Brasil), a empregada doméstica Elza Fonseca, 57 anos e a estudante de Psicologia Adriane Hisnauer Cantone, 28, se conheceram. Elza descobriu o câncer de mama em 2013, passou por cirurgia e segue sua rotina ao lado da família e na companhia da querida patroa, com quem está há 22 anos. "Não precisei fazer quimio. Tirei a mama e não quis reconstruir. Tenho dois filhos, três netos e minha patroa é mais que isso, é minha amiga. Nesse processo, meu marido foi muito importante e hoje, mesmo curada, considero que encontros como esses nos colocam para cima e fazem entender que o câncer é uma doença comum". Adriane, por sua vez, descobriu o câncer de mama durante o autoexame há dois meses. Atualmente, mantém a rotina com o estágio na Clínica de Psicologia, as aulas de manhã e a quimioterapia. Durante uma aula de automaquiagem, reforça sua fé e sua alegria. "Esse trabalho voluntário faz um bem enorme para todas nós. Além disso, compartilhamos experiências e nos fortalecemos. Temos apreensões, mas escolhi amar todos os dias, perdoar todos os dias, ser feliz todos os dias." Mãe de Manuela, de dois anos, atribui ao marido Wellington a essência do tratamento. "É meu príncipe. Muitas pessoas morrem, mas não de câncer. De tristeza. Então, a fé, o apoio e autoestima movem a vida". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)