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MINHA HISTÓRIA

21 ago 2016 às 23:17

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Walkiria Vieira
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Se o apreço pelo guarda-chuvas ou sombrinha estragados persiste, a missão do expert em conserto desses acessórios tem nome e sobrenome: João Barros de Alencar, 63 anos. Natural de Ouricuri, Pernambuco, seu João conta que saiu de lá com um ano de idade. "Agora até colocaram no mapa", brinca. A arte de remontar o que parecia não mais ter serventia vem de longa data, pois, aos seis anos de idade, trabalhou em uma fábrica de guarda-chuvas. "Foram seis meses e em troca me davam comida. Falo que aprendi de graça e agora é meu ganho". Casado, tem seis filhos. "Eu não tive nenhum não, foi tudo minha esposa. Já pensou eu barrigudo andando cheio de guarda-chuva?", diverte-se. Morador do Novo Bandeirantes, em Londrina, seu João diz que deixou a esposa escolher o nome dos filhos. "Só da primeira que eu escolhi Cecília", orgulha-se. Sem aposentaria, seu João diz que faz dos consertos o ganha-pão. "Bem que aposto, mas ainda não ganhei na Mega-Sena." Usa alicate, linha, agulha, tesoura e arame. Do cabo ao tecido, o profissional diz que os automáticos são os mais danados para dar problema. "Eu ando pra cima e pra baixo e sei que a qualidade do produto caiu com o tempo, mas o meu conserto deixa zerado, só tem que tomar cuidado com o vento, vira tudo do avesso mesmo". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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