Feliz nos dias de sua convivência com a casa, o trabalho e a família, Rosângela Ultramar também se alegra ao lembrar da infância, quando as brincadeiras de rua remetem a um tempo gostoso e a uma época bem vivida. Saudades tem do pai, que se foi devido a ser renal crônico, mas deixou muita lembrança boa por ser um pai presente, cuidadoso e de fino trato para com os sete filhos. No jardim Imagawa, uma rua leva o nome do pai de Rosângela. "É a Natalício Euzébio", conta. Homenagem mais que merecida, ela considera, já que o pai prestou serviços para a Prefeitura de Londrina por 38 anos. "Era muito honrado e querido em tudo na vida". Para a mãe, Rosângela também guarda respeito e admiração. "Aos 75 anos, dona Antonia é de bem com a vida, faz crochê e recebe até encomendas", orgulha-se. Ao lado do marido Carlos e dos três filhos, Rodrigo, Renata e Rafaela, Rosângela divide a rotina entre a casa e o trabalho e gosta muito de onde vive, no jardim São Lourenço, zona sul de Londrina. Moro lá há 38 anos e, assim como minha mãe, tenho minhas habilidades artesanais. "Faço tricô, bordo ponto cruz e recomendo que todos aprendam artesanato porque é uma válvula de escape, uma terapia e também pode ser uma fonte de renda", dá a dica. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)