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MINHA HISTÓRIA

11 mar 2018 às 19:55

A mesa fica pequena diante das tantas vivências do aposentado Dario Soares, 65 anos, conhecido por Coutinho, dada sua semelhança com o homônimo, que era centroavante do Santos na era Pelé. Organizado e apaixonado por fotografias, possui grandes momentos registrados e impressos no papel fotográfico – e que contam sua trajetória. Pode-se dizer que Coutinho dividiu a rotina entre duas paixões, o futebol e a música. Aos 12 anos, fez sua estreia como gandula. "Era 1962 e dali fui aprendendo. Fiquei até 1970 e passei para o Londrina Country Club, já como massagista". Por outros 10 anos, a música falou mais alto e depois, em 1985, lá estava Coutinho, emprestando o seu talento ao futebol novamente. " Fui para as categorias de base do Londrina Esporte Clube. Lá revelamos grandes jogadores, como o atual treinador do Paraná Clube, o Rogério Micali". Dá para rever, pelas fotos, o tempo em que Coutinho trabalhou para a escolinha Hyogo e o período em que esteve em Campo Mourão, no Centro de Futebol Zico. "Aqui foi em 2002, quando voltei para o Londrina, para trabalhar na equipe de futebol de salão que participaria, pela primeira vez, da Liga Nacional de Futebol de Salão." Das importantes experiências, seu encerramento no futebol tem valor: "Encerrei no Instituto Filadélfia como coordenador do ginásio de esportes e atuei na estruturação da parte de material esportivo. Era também massagista". Com fôlego de sobra, um problema de vista fez Coutinho se afastar do trabalho. "Hoje cuido da minha mãe que tem 91 anos, da minha netinha e pessoas como Iran Campos fazem falta, pois foi um dos que mais incentivou as categorias de base. Mas o futebol de hoje mudou muito". Santista, Coutinho acompanha o futebol de casa. "Com a vista ruim, não consigo nem ir pro estádio". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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