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MINHA HISTÓRIA

22 abr 2018 às 19:48

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Walkiria Vieira
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Já são mais de 59 anos de visitação ao Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, no Centro de Londrina. Por isso, o espaço público é também parte da história de vida do aposentado Valdemar Pedrão, 76 anos. Natural de Ribeirão Claro, no Paraná, Pedrão conta que o trabalho lhe foi apresentado bem cedo, com 12 anos. "Já fiz de tudo quanto foi coisa e em transportadoras trabalhei bastante", cita. No dia 18 de maio, comemora 50 anos de casado com Luisa, com quem teve duas filhas e dois filhos. Além de Luisa, a mãe, dona Elisa Forte Pedrão, é para ele uma grande referência de ser humano. Nascida em Casa Branca-SP, teve 16 filhos. "Não tinha leitura, mas muita sabedoria e carregava todos para a Igreja". A serenidade para lidar com as adversidades de maneira sábia faz parte do perfil de Pedrão. O pai era mineiro de Uberaba e está nos olhos de Pedrão, uma das heranças. "Sou o único de olhos azuis", gaba-se. Das tantas lembranças boas da vida, o apelido. "Era chamado de mamá. Não sei o motivo, mas fui criado com leite de cabra". Sobre o bosque, lamenta: "É uma frustração. Sei que falta de segurança não é um problema só de Londrina, mas aqui está abandonado. Sujo, sem a revitalização que falam que fizeram e sem contar esse problema das pombas", expõe o morador do jardim Cafezal. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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