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MINHA HISTÓRIA

25 out 2017 às 22:39

Luis Ribas: "É um trabalho informal, mas honesto"

A dificuldade de encontrar vagas em sua área, a construção civil, obrigou Luis Silvestre Ribas, 46 anos, a enfrentar novos desafios. "Lá em São Paulo o mercado já não estava bom para a construção civil e em Irati, menos ainda." A produção artesanal de barris para cachaça, chamou a atenção do pai de família. "São barris de amburana e carvalho e eles dão um sabor diferente à bebida. Curtida nesse pequeno barril, serve para ocasiões especiais e muita gente também compra para dar de presente". Ribas explica que devido à divulgação e à venda do dos barris, chega a ficar de 30 a 40 dias fora de casa. Um adorno cheio de história toma lugar de destaque na sala ou em local especial dedicado a receber amigos e à confraternizações entre amigos e familiares. "É para se colocar uma boa cachaça. Daquelas para apreciar. É o tipo de coisa que não serve a quem é compulsivo, porque quanto mais tempo a cachaça passa no barril, melhor fica." De cidade em cidade há dois anos, afirma: "Tô quebrando um galho, mas é puxado. Meu serviço mesmo é pedreiro e daqui vamos para São Paulo vender os barris. Tem que ter responsabilidade porque a partir do momento em que você pega a peça, tem que cuidar. Tudo é combinado antes e tenho que prestar contas. Tomamos banho em posto de gasolina, bancamos nosso café, almoço e janta". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


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