Notícias

Minha história

14 fev 2018 às 22:45

"Futebol, religião e política não valem a pena discutir". É com base nesse pensamento, neutralidade e respeito às diferenças que o comerciante João Batista, 61 anos, mantém seu negócio. No mesmo ponto há 50 anos, a loja de artigos religiosos é uma referência – para quem vai fazer compras no Camelódromo ou tomar a famosa vitamina da rua Sergipe. Na porta, lá estão o Preto Velho e a Preta Velha. "Esses não estão à venda, são como um cartão de visitas, um ponto de referência". De tempos em tempos, Batista troca as vestes dos anfitriões, já que o lugar é de grande movimento de carro, moto - e ele gosta de asseio. Velas, santos e orixás, lá estão. O mix inclui defumadores, sabonetes, pós-banhos. Tem o que promete abrir caminhos, o de descarrego e ainda fluido pega-homem e gotas em uma embalagem do tamanho de um batom com poder de sedução. Segundo Batista, os clientes procuram a loja por estresse e cansaço da rotina. "Todas as pessoas precisam de ajuda e tem livre arbítrio. Elas voltam, colocam uma moeda na mão do Preto Velho e agradecem. "Eu sou neutro", reforça. Com Santos para cada dia do ano, Batista considera que há aqueles de maior movimento, com mais devotos. "Cada um tem sua crença e precisa ser respeitada." Além das guias, figas e amuletos, há ainda fitinhas do Bonfim, de Aparecida e para quem esquece aquela lembrancinha da sogra ou de uma amiga durante a viagem, a Tupinambá socorre os aflitos nessas horas também". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)


Continue lendo