Já faz dois anos e meio que a vida do bacharel em direito Diego Enrique da Silva, 28 anos, mudou completamente. Natural de Londrina, o ex-agente penitenciário levou sete tiros em uma emboscada de bandidos, em 2015, e ficou paraplégico. ‘’Fui abandonado pelo Estado com o salário muito reduzido e as dificuldades do dia a dia de um cadeirante são muitas, como locomoção, acessibilidade e remédios. Mas nada que não possa ser superado e viver normalmente’, relata.
Hoje, Diego é um paratleta de jiu-jitsu, mas comenta que antes de começar nas artes macias o esporte sempre ajudou na sua reabilitação. ‘’Após sair do hospital, eu decidi que precisava me reabilitar novamente. Comecei na fisioterapia e logo decidi que queria fazer um esporte e resolvi entrar na canoagem no Iate Clube, assim fui disputar campeonatos. Fiquei em 6° lugar no brasileiro e em 2° lugar no paranaense, mas eu sempre gostei de artes marciais, foi quando decidi que queria fazer jiu-jitsu.’
Não há muitos atletas no parajiu-jitsu, na realidade, Diego é o único cadeirante do Paraná a disputar essa modalidade. O paratleta, que é faixa azul, já lutou no mundial que aconteceu no Rio de Janeiro. Ficou em 3° lugar tanto na categoria convencional com atletas sem deficiência alguma, quanto no parajiu-jitsu.
Mas ele conta que as dificuldades que encontra nessa caminhada é o apoio para o esporte. ‘’As dificuldades são mesmo de patrocinadores para viagens e etc. Em abril lutarei o World Pro em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, e estou buscando apoio para realizar esse sonho. Sou muito grato aos meus parceiros, que me ajudam nessa caminhada tão difícil, e espero conseguir mais apoio para poder viajar e representar o Brasil’, concluiu. (Thamyres de Lima/Grupo Folha)