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MINHA HISTÓRIA

14 jan 2018 às 18:52

Alair Manduca Leite está na UEL (Universidade Estadual de Londrina) há mais de três décadas e é uma das pessoas mais conhecidas por quem passa pelo Ceca (Centro de Educação, Comunicação e Artes). Mas a Tia Alair, como é conhecida, não é professora ou servidora, é a dona do quiosque do Ceca. "Isso aqui é minha vida, não sei o que seria de mim se não tivesse isso aqui, nunca quero sair, eu amo esse lugar."
Se hoje o Quiosque da Tia é um sucesso entre os estudantes, não era assim há poucos anos. "Eu estou com o Quiosque há cinco anos só, mas estou na UEL há quase 35. Antes trazia meu isopor com os salgados e vendia no CCE, depois vim para cá. Uma estagiária do IEEL, onde eu entregava salgado, que me disse que não tinha nada pra comer aqui, aí eu comecei a vender na UEL e fiquei."
A relação entre Alair e o campus teve um hiato forçado. A licitação que corria para a abertura de quiosques na UEL era de controle do Pinguim, que fica no Cesa, e a Tia Alair foi acusada de atrapalhar as vendas do local. A Universidade pediu para que os ambulantes parassem e Alair se afastou por cinco anos. "Nesse período eu só chorava, não tinha o que fazer, me pediram para sair e eu não tinha nada mais, passei por dificuldade, pessoas me ligavam cobrando e não tinha como pagar."
Em 2012, a licitação voltou a correr para a abertura de novos quiosques, a Tia entrou na disputa e venceu, voltando após meia década ao local que ficou por tantos anos. "É tudo o que eu tenho, é meu sustento. Não ganho muito, vai sair outra licitação agora no dia 23 e espero que eu consiga ficar, aqui realmente é minha vida." Aos 65 anos, Alair é mãe de cinco filhos, avó de 13 netos e já tem três bisnetos. (Matheus Camargo/Grupo Folha)


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