Essa inibição da produção dos hormônios ovarianos também é responsável pela diminuição dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), como: dores nos seios, irritabilidade, ansiedade e cólicas. "Os hormônios da pílula podem reduzir as cólicas menstruais quando estas não estão associadas a outras doenças", afirma a especialista. O medicamento também tem o poder de controlar a oleosidade do cabelo e da pele, que reduz a produção de cravos e espinhas.
Posso tomar pílula?
Não são todas as mulheres que podem tomar a pílula anticoncepcional. Por isso, é importante que a paciente consulte um especialista. Além de indicar qual o melhor hormônio e modo de usar, o especialista vai avaliar as possíveis contraindicações, como: doenças hepáticas, trombose, hipertensão e diabetes. "O consumo do anticoncepcional por pacientes com essas doenças pode acarretar em embolia pulmonar, derrame e infarto, já que o medicamento causa um aumento leve da pressão arterial e do colesterol", alerta a médica Juliana Bressanim.
Existem outras soluções?
Para as mulheres que não podem consumir a pílula anticoncepcional, métodos contraceptivos sem a liberação de hormônios também estão disponíveis no mercado. Entre essas formas de controle de natalidade estão a camisinha (tanto feminina quanto masculina) que, além de evitar a gravidez, previne qualquer doença sexualmente transmissível. Outra opção às mulheres que precisam evitar os hormônios da pílula é o dispositivo intra-uterino (DIU), que pode ser mantido na mulher de cinco há dez anos. O método impede a fecundação pela presença de um corpo estranho dentro do útero, que diminui a mobilidade do espermatozoide e impede a fecundação.
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