Notícias

Mercado aberto - Sobram vagas para profissional de segurança da informação

09 jul 2017 às 21:44

A recente onda de ciberataques que invadiu todo o mundo, gerou nas empresas uma preocupação urgente em blindar dados. Esse movimento foi um pontapé significativo para os profissionais de segurança da informação. Esse tem sido um dos perfis mais procurados na área de TI (Tecnologia da Informação) e segundo um levantamento da empresa de recrutamento Robert Half, as maiores demandas são por analistas, coordenadores, gerentes de segurança e CSO (Chief Security Officer).
Para se ter uma ideia, o estudo global intitulado "Global Information Security Workforce Study" 2017, aponta que a lacuna de profissionais nessa área deve atingir 1,8 milhão em 2022, um aumento de 20% em relação à projeção feita em 2015.
Os dados foram publicados pelo site CIO (gestão, estratégias e negócios em TI para líderes corporativos) e quando projetados para a América Latina, revela que a escassez deve chegar a 185 mil profissionais em cinco anos. Independente da localização geográfica, a maior preocupação apontada pelos especialistas foi justamente a exposição de dados. Na América Latina e Europa, os ataques de ransomware (tipo de malware que infecta o sistema, liberando-o mediante pagamento de resgate), foi um ponto em destaque.
Em relação à escassez de mão de obra qualificada, o levantamento aponta que há um aumento à medida que mais setores reconhecem a importância de dispor desses profissionais para proteger seus dados.

Há Poucos especialistas
Victor André da Cunha, coordenador dos cursos da área de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) do Senai em Londrina, comenta que ainda são poucos os especialistas no mercado de trabalho, pois ainda não está bem estabelecida a cultura deste profissional no ambiente corporativo. "A procura por esse tipo de mão de obra vem aumentando, mas ainda é tímida. As empresas ainda focam muito em ferramentas e não nos processos. E segurança da informação é um processo contínuo, pois ao contrário do imaginário popular, estes profissionais devem atuar na prevenção e não na correção dos danos", salienta. Cunha detalha que a prevenção inclui boas práticas de mercado, como por exemplo, atualização de sistemas operacionais e listas de antivírus constantes, bloqueio de portas de comunicação, entre outros. "Dentro da empresa, a primeira coisa a se fazer é trabalhar com proteção, evitar o problema, mas caso aconteça, a ideia é encontrar uma solução para que não ocorra novamente e descobrir a origem. Com todos esses dados, o próximo passo será buscar ajuda jurídica", acrescenta Emerson Rosa, especialista em segurança de redes de computadores, perito forense computacional e docente da Pitágoras na área de segurança em redes. De acordo com Rosa, a estimativa é que em Londrina, apenas 20% dos profissionais de TI estejam qualificados para essa atuação. "A maioria ainda está buscando conhecimento e o grande problema na minha visão é a falta de prática, pois a área demanda uma boa estrutura para aprendizado, como por exemplo, de laboratórios", diz. (M.O.)

Formação
Para atuar na área de segurança da informação, o profissional deve ter uma formação em tecnologia. Segundo Rosa, ao se especializar em segurança, ainda há um leque de possibilidades. "A pessoa pode buscar desde a perícia forense computacional, que está em expansão, até por exemplo, no âmbito jurídico, certificação digital. Hoje, o perfil desse profissional deve atender os princípios de confidencialidade, disponibilidade e integridade para proteger uma empresa", sustenta. A média salarial entre os profissionais contratados subiu de R$ 5.833 em 2016, para R$ 11.500 neste ano, de acordo com o levantamento da Robert Half. O gerente sênior da Divisão de Tecnologia da empresa de recrutamento, Fábio Saad, diz que "anteriormente, o profissional de segurança fazia parte do departamento de infraestrutura. Hoje, com o aumento da importância da segurança de dados, as empresas já estão criando áreas específicas." O professor de redes computacionais do Senai, Victor Cunha, acrescenta que atualmente, a média salarial para um recém-formado é de R$ 1.500, além dos benefícios, considerando pequenas empresas. "O que vai contar muito é a experiência. Isso pode garantir por exemplo, vagas em corporações internacionais, fazendo home office", conclui. (M.O.)


Continue lendo