Uma licitação aberta pela Prefeitura de Londrina busca empresas interessadas em vender até R$ 16.868.589,30 em materiais para uso nas operações tapa-buracos e no recapeamento de ruas da cidade. A abertura dos envelopes para habilitar empresas na disputa está marcada para 11 de junho.
O secretário municipal de Obras, João Verçosa, informou que a licitação é para compra de insumos para contratos de execução de serviços de recape que já estão em andamento ou prestes a iniciar. Um dos mais importantes refere-se ao recape asfáltico de 530 mil quadrados, suficiente para cobrir 66 quilômetros de vias públicas.
No total, o município precisa adquirir 6,8 mil toneladas de CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente) e asfalto, além de 210 toneladas de emulsão. O CBUQ será retirado pela Prefeitura na fábrica da empresa vencedora da licitação. Já o cimento asfáltico CAP e a emulsão precisam ser entregues na Usina de Pavimentação do Município, na Estrada da Pedreira.
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A aquisição é o segundo maior investimento de 2018 por meio de licitações feitas pela prefeitura. O primeiro, até o momento, é a construção do viaduto sobre a Avenida 10 de Dezembro, com valor estimado de R$ 21 milhões, disputado por duas empresas e ainda em curso.
A execução dos 66 quilômetros de asfalto tem prazo de dez meses para ser finalizado. Conforme o secretário, o município conseguiu R$ 20 milhões para essas obras junto ao governo do estado, através do Paraná Cidades. "Vamos comprar o insumo e pagar a aplicação, mas a massa asfáltica será fabricada na usina do município", afirmou.
A região do HU (Hospital Universitário), na zona leste, será a primeira a receber o recape e serviços como reperfilagem e preparação de vias menos movimentadas para pavimentação com micropavimento. "Vamos priorizar os locais onde a situação está pior", adiantou o secretário.
Ainda segundo Verçosa, até o final de 2019 a previsão e é executar 215 quilômetros de micropavimento e recapeamento, o que corresponde a 20% de toda a malha asfáltica da cidade. "Outra demanda é a prevenção através da manutenção de vias que estão em melhores condições", disse.
BURACOS
Na região norte, moradores de diferentes bairros convivem com buracos que atrapalham o trânsito, quebram veículos e provocam acidentes. Moradora da rua José Luís de Oliveira, no jardim Alpes, a aposentada Adelaide Lucila Marques está há mais de sete meses tentando se recuperar de um acidente que sofreu quando tentava atravessar a rua, derrapou nas pedras e acabou caindo. "Trinquei o tórax porque caí de frente", lamentou ela, que desde então sofre com dores e a impossibilidade de realizar atividades cotidianas por causa da exigência de repouso. "Não tem o que fazer, porque é um local que não engessa. Só com o tempo para melhorar", diz ela.
A estudante Carol Pereira mora na mesma rua e garante que os buracos trazem todo tipo de transtorno para a vizinhança. As pedras soltas, segundo ela, estragam a lataria dos carros e não é raro motoristas terem prejuízo com pneus. "Além disso, fazem poeira e sujam as casas, não há limpeza que resista", reclama. Ela conta que tem medo de sair com a moto por risco de queda. "A gente anda devagar, mas tem muita pedra. É um local perigoso", avisa.
No jardim Paraíso, também na zona norte, o comerciário Rodrigo Gertrudes da Silva mora há 30 anos na rua Pelicano e afirma não ter memória da época em que o asfalto no local era bom. "A prefeitura faz tapa-buracos até a rua de cima, mas não chega até aqui. A vizinhança já fez várias reclamações, mas não adiantou nada. Os políticos vêm no bairro na época da eleição, prometem solução e não voltam nunca mais", lamenta. Silva destaca que a situação precária do asfalto incomoda e traz riscos. "As pessoas caem, as motos se acidentam, os carros estragam. É uma situação complicada."