Aberto em meados de 1931, o cemitério do Heimtal foi responsável pelos primeiros sepultamentos de Londrina, antes mesmo da fundação municipal, que ocorreu em 1934. Localizada na zona norte, a velha necrópole abriga os restos mortais de pioneiros alemães, húngaros e outras etnias. Há lápides no local que apresentam datas (de nascimento) do século 19. O espaço ainda guarda causos que até hoje comovem a comunidade, como o dos bebês gêmeos que teriam sido envenenados em 1940.
Histórias que estão morrendo. Em ruínas, muitos túmulos nunca passaram por manutenção. Parte das lápides caiu sobre as sepulturas. Há cruzes e jazigos cobertos pela vegetação.

A dona de casa Maria Helena Bernardes mora em frente ao cemitério e é considerada a guardiã do espaço. Segundo ela, o cemitério não é diariamente visitado. "Nem em datas especiais. Não há uma grande movimentação de visitantes até mesmo no Dia de Finados (2 de novembro)", relata. "A maioria foi sepultada há muito tempo neste cemitério, há mais de 80 anos, e não possui familiares na região de Londrina", conta Maria Helena.
A dona de casa acredita que alguns túmulos até "desapareceram". "Olha, a grama tomou parte do cemitério e acabou escondendo os túmulos. Às vezes, a pessoa caminha por aqui e não sabe que está sobre um túmulo", diz Maria Helena, acrescentando que o cemitério (cercado por muros baixos) sofre a invasão de vândalos, responsáveis também pela destruição. "Quando vejo alguém aprontando aqui, grito lá de casa para sair. Se precisar, aciono até a Polícia. Me esforço para evitar que um espaço tão bonito seja ainda mais destruído", afirma a moradora. Formado por alemães, o patrimônio Heimtal foi o primeiro núcleo rural de Londrina.
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