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Assombraçoes ou bandidos?

Medo e suspense - Vultos tiram o sossego de religiosos

Paulo Monteiro
NOSSODIA
12 set 2016 às 09:20

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Paulo Monteiro
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Pela quinta vez, o grupo de oração da "Comunidade São Pedro" foi surpreendido durante uma reunião na última semana. Segundo os frequentadores, uma sombra, que parece ser de um homem, tem causado muita preocupação. O espaço religioso, localizado na rua Octávio Clivati, Jardim Belleville, na zona norte de Londrina, é periodicamente usado para celebrações, reuniões e aulas de catequese para crianças. Situação que motivou os religiosos a pedirem por mais policiamento no local.
O último episódio deixou a comunidade apavorada e ocorreu na segunda-feira, por volta das 20 horas, durante a reunião semanal. Chovia muito naquela noite, que estava tranquila até uma mulher notar que eles não estavam sozinhos. "Estávamos em cinco pessoas neste lugar (cozinha). De repente, uma mulher viu um vulto passando atrás da janela. Ficamos com muito medo e corremos até a porta para trancá-la. Alguns gritaram, outros nem conseguiam se mexer", relatou o momento de pânico o aposentado Darci de Lima. Foi de arrepiar. "Mesmo assim conseguimos ligar para a Polícia Militar e só saímos daqui com a chegada da viatura. Antes, o vulto ainda passou outras vezes, mas quando a Polícia chegou ele já tinha desaparecido", contou Lima. "E ninguém foi preso naquela noite."
A dona de casa Maria Franco relembrou que este foi o quinto episódio de "terror" assistido pelos frequentadores no local. "A gente acha que pode ser algum homem, que parece ser bem alto. O problema é que não temos muitos detalhes sobre ele. Mas há muitas marcas de pés de barro no muro, aos fundos da paróquia, que é bem baixinho e fácil de pular. Esta foi a quinta vez que ele apareceu", reforçou Maria. "Há uma escola aqui ao lado, os alunos também correm riscos", alertou a mulher.
Para minimizar o medo gerado pelo intruso desconhecido, frequentadores pretendem reforçar a segurança no espaço religioso. "Em breve, queremos pelo menos aumentar o muro em volta da comunidade", destacou Lima. "Precisamos ainda instalar aquela cerca (cortante) circular. Deixaria a ‘vida’ do cara mais difícil e a nossa mais tranquila", comentou a dona Maria.

‘Medo que ele ataque as crianças’
Apesar do pânico vivido pelos adultos, a maior preocupação da comunidade é que as crianças passem por momentos até piores. "Nossa comunidade é frequentada praticamente durante toda a semana. Temos a preocupação de que algo mais grave aconteça aqui", disse a dona Maria Franco. "Pelo menos três vezes por semana, cerca de 50 crianças passam pela nossa comunidade. Eles assistem aulas de catequese. Nosso maior medo é que ele ataque as crianças. Não sabemos o que esta pessoa (suspeita) quer", acrescentou ela. (P.M.)

Ofício deve ser entregue na 4A CIPM
A comunidade pede que a Polícia Militar reforce a segurança nas proximidades. A solicitação foi repassada pela reportagem para a 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), responsável pelo patrulhamento da região norte de Londrina. Por parte da PM, uma vez que a paróquia é frequentada durante toda a semana, durante aulas de catequese, celebrações, grupo de jovens e adolescentes, além de grupo de oração, reunião com vicentinos, terços, grupo de reflexão e missa, o capitão da 4ª CIPM Gustavo Rodrigo Rodrigues da Costa Silva recomenda que um representante da comunidade (que pode ser o padre) entre em contato com o comando regional e solicite o reforço policial. O ofício pode ser entregue na 4ª CIPM, localizada na avenida Saul Elkind, n° 1.725, Conjunto Sebastião de Melo (ao lado do Hospital da Zona Norte) de Londrina. (P.M.)


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