A cratera ao lado da nascente do Ribeirão Quati cresce a cada chuva, o desmoronamento está a menos de cinco metros das moradias no fundo de vale da rua Ébano, Jardim Santa Rita, na zona oeste de Londrina. Situação que reforça a necessidade de isolamento da área. Porém, os moradores afirmam que não deixarão o local, apesar do risco do buraco engolir as residências. Segundo eles, o problema teve início há pelo menos uma década.
"Moro aqui há 48 anos. Esse problema começou há uns 12 anos. Todos os prefeitos que passaram pela cidade sabiam da situação e não fizeram nada. Só promessas", dispara a diarista Vanda Lúcia Alves. "Não vamos deixar nossas casas. Não temos outro lugar para dormir", diz. "Por que esperaram tanto tempo para mexer neste buraco?", questiona ela.
O mais afetado pelo desmoronamento é o aposentado Eurico Domingues. Para chegar até a sua casa, ele é obrigado a se arriscar em uma passagem com apenas cinco metros de largura. "Ontem (terça-feira, inclusive, tive que retirar o meu carro de casa e passar por ela, quase não consegui. Estava molhado e o Chevette começou a patinar no barro", conta. No ano passado, por muito pouco o aposentado não acabou com o carro dentro da cratera. "Fui tirar ele da garagem e esqueci do buraco. Só percebi quando uma das rodas do carro caiu", relata ele, que precisou ser retirado pelos vizinhos.
"Moro aqui há 48 anos. Esse problema começou há uns 12 anos. Todos os prefeitos que passaram pela cidade sabiam da situação e não fizeram nada. Só promessas", dispara a diarista Vanda Lúcia Alves. "Não vamos deixar nossas casas. Não temos outro lugar para dormir", diz. "Por que esperaram tanto tempo para mexer neste buraco?", questiona ela.
O mais afetado pelo desmoronamento é o aposentado Eurico Domingues. Para chegar até a sua casa, ele é obrigado a se arriscar em uma passagem com apenas cinco metros de largura. "Ontem (terça-feira, inclusive, tive que retirar o meu carro de casa e passar por ela, quase não consegui. Estava molhado e o Chevette começou a patinar no barro", conta. No ano passado, por muito pouco o aposentado não acabou com o carro dentro da cratera. "Fui tirar ele da garagem e esqueci do buraco. Só percebi quando uma das rodas do carro caiu", relata ele, que precisou ser retirado pelos vizinhos.
Intervenção urgente
A Prefeitura realizou no início da semana uma reunião entre secretarias e outros órgãos. O encontro serviu para definir providências emergenciais e garantir a proteção dos moradores que residem no entorno. Na reunião, foi apresentado um relatório pela Secretaria de Defesa Social, em conjunto com a Cohab, analisando a estrutura das residências e apontando os riscos que a região afetada pela cratera. Para o coordenador adjunto da Defesa Civil, Demerval Anderson, a área está sob alto risco e a situação se agrava com a ocorrência das chuvas. "Há a necessidade de intervenção urgente e temos o caso específico de um morador que está em um imóvel próximo ao fundo de vale. Trata-se de uma situação delicada que gera mais risco que as outras, porque é um senhor que precisa passar todos os dias, várias vezes, por aquele espaço do buraco. Precisamos dessa solução o quanto antes, que ele seja notificado e possa desocupar o local, pois a segurança dessas pessoas é o mais importante nesse momento", disse. (P.M.)
A Prefeitura realizou no início da semana uma reunião entre secretarias e outros órgãos. O encontro serviu para definir providências emergenciais e garantir a proteção dos moradores que residem no entorno. Na reunião, foi apresentado um relatório pela Secretaria de Defesa Social, em conjunto com a Cohab, analisando a estrutura das residências e apontando os riscos que a região afetada pela cratera. Para o coordenador adjunto da Defesa Civil, Demerval Anderson, a área está sob alto risco e a situação se agrava com a ocorrência das chuvas. "Há a necessidade de intervenção urgente e temos o caso específico de um morador que está em um imóvel próximo ao fundo de vale. Trata-se de uma situação delicada que gera mais risco que as outras, porque é um senhor que precisa passar todos os dias, várias vezes, por aquele espaço do buraco. Precisamos dessa solução o quanto antes, que ele seja notificado e possa desocupar o local, pois a segurança dessas pessoas é o mais importante nesse momento", disse. (P.M.)
‘Drenagem terá que ser desviada’
A previsão é que uma resposta final dos proprietários e moradores seja recebida pela Pefeitura em até 30 dias. Para viabilizar a recuperação da área, a Secretaria municipal de Obras realiza um levantamento topográfico para a elaboração da drenagem. Para o secretário Fernando Tunouti, o levantamento inclui dados e informações de finalização até a próxima semana. "Após a conclusão desse levantamento, a etapa seguinte é o desenvolvimento do projeto de drenagem na área da cratera. A drenagem terá que ser desviada para não mais desembocar naquela erosão, tendo que ir para outro ponto, facilitando o acesso e diminuindo a erosão e danos no local", enfatizou. (P.M.)
A previsão é que uma resposta final dos proprietários e moradores seja recebida pela Pefeitura em até 30 dias. Para viabilizar a recuperação da área, a Secretaria municipal de Obras realiza um levantamento topográfico para a elaboração da drenagem. Para o secretário Fernando Tunouti, o levantamento inclui dados e informações de finalização até a próxima semana. "Após a conclusão desse levantamento, a etapa seguinte é o desenvolvimento do projeto de drenagem na área da cratera. A drenagem terá que ser desviada para não mais desembocar naquela erosão, tendo que ir para outro ponto, facilitando o acesso e diminuindo a erosão e danos no local", enfatizou. (P.M.)