Calma. Esta nova droga da indústria de medicamentos ainda não foi testada em seres humanos, mas ela já vem sendo encarada como uma revolução. Afinal, quem nunca imaginou ter um remédio que ajudasse a emagrecer e não fizesse mal à saúde? Pois essa é a notícia que está circulando em todo o mundo e, claro, chamando a atenção de muita gente.
Pesquisadores americanos do Instituto Salk para Estudos Biológicos criaram um composto chamado fexaramine, que "engana o corpo". A "fórmula" funciona como se a pessoa, ao ingerir uma pílula, tivesse consumido calorias e, com isso, o organismo entende que é preciso queimar gorduras. Além disso, os cientistas apostam em outros benefícios como conter o ganho de peso, reduzir o colesterol e ainda controlar o açúcar no sangue e as inflamações.
Mas vamos com calma. A tal pílula "milagrosa" ainda requer mais testes, inclusive em seres humanos. Esses primeiros resultados foram constatados em camundongos.
Segundo Ronald Evans, diretor do Laboratório de Expressão Genética de Salk, nos Estados Unidos, e autor da pesquisa, a pílula é como uma "refeição imaginária". "Ela envia os mesmos sinais que normalmente acontecem quando você come um monte de comida, de modo que o corpo começa a limpeza de espaço para armazená-la. Mas não há calorias e nem alterações no apetite", afirma. De acordo com os estudiosos, o composto age apenas no intestino e, por isso, reduz os efeitos colaterais. (Micaela Orikasa/Folha de Londrina)
Pesquisadores americanos do Instituto Salk para Estudos Biológicos criaram um composto chamado fexaramine, que "engana o corpo". A "fórmula" funciona como se a pessoa, ao ingerir uma pílula, tivesse consumido calorias e, com isso, o organismo entende que é preciso queimar gorduras. Além disso, os cientistas apostam em outros benefícios como conter o ganho de peso, reduzir o colesterol e ainda controlar o açúcar no sangue e as inflamações.
Mas vamos com calma. A tal pílula "milagrosa" ainda requer mais testes, inclusive em seres humanos. Esses primeiros resultados foram constatados em camundongos.
Segundo Ronald Evans, diretor do Laboratório de Expressão Genética de Salk, nos Estados Unidos, e autor da pesquisa, a pílula é como uma "refeição imaginária". "Ela envia os mesmos sinais que normalmente acontecem quando você come um monte de comida, de modo que o corpo começa a limpeza de espaço para armazená-la. Mas não há calorias e nem alterações no apetite", afirma. De acordo com os estudiosos, o composto age apenas no intestino e, por isso, reduz os efeitos colaterais. (Micaela Orikasa/Folha de Londrina)
Descoberta promissora
Para o endocrinologista Walmir Coutinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a descoberta é muito promissora porque abre uma nova perspectiva para o tratamento da obesidade. Só no Brasil, cerca de 17% da população é obesa e 50% está com sobrepeso. Segundo ele, um aspecto interessante da nova droga é a ação exclusiva no intestino, o que traz uma boa segurança para a saúde como um todo. Ele ainda cita que no País não há um medicamento que tenha um mecanismo de ação semelhante. (M.O.)