O meia Celsinho quer negociar com a diretoria do Londrina um aumento salarial para continuar no clube em 2016. Com contrato até junho de 2017, o jogador garantiu que se reapresenta no dia 4 de janeiro, mas não confirmou a sua permanência no alviceleste na próxima temporada.
Celsinho alega que ganha hoje o mesmo valor do seu primeiro contrato, que foi firmado no fim de 2012. E como o Londrina vive atualmente um novo cenário – vaga na Série B e com muito mais recursos que há três anos –, o jogador entende que também é hora de ser valorizado.
"Vou cumprir meu contrato a partir do momento que for justo e digno da situação que o clube se encontra. Não só o clube, mas os jogadores que fizeram parte deste momento merecem uma valorização maior", cobrou. "A partir do momento que você desempenha um bom trabalho, você quer ser valorizado. Isso não é só para mim, mas para qualquer pessoa".
Nos dois anos e meio que esteve no Londrina, o meia foi campeão paranaense e conseguiu o acesso para a Série C, em 2014. Neste ano, deixou a equipe ainda na primeira fase da terceira divisão, após se desentender com o gestor Sérgio Malucelli no vestiário do estádio do Café ao final do empate em 0 a 0 com o Guaratinguetá. Celsinho foi emprestado ao Figueirense, mas jogou pouco como titular da equipe catarinense na Série A do Brasileiro.
Celsinho também disse que não é verdade os boatos que rondam a cidade em relação ao seu salário. "Tem muitas pessoas que acham que o Celsinho ganha R$ 90 mil, como foi anunciado equivocadamente quando eu cheguei. Isso não tem cabimento e não é real. O meu contrato é o único que não foi modificado em termos de valores desde 2012. Tem que haver esta mudança neste momento", apontou.
Celsinho fez questão de lembrar que quando veio para o Londrina tinha outras propostas mais interessantes, mas que acreditou no projeto alviceleste, que hoje é uma realidade. "Nós conseguimos uma sequência boa e hoje o clube se encontra em uma situação totalmente diferente. É impossível jogar uma Série B com um contrato que foi firmado em um momento onde o clube não tinha nada, em termos de calendário". (L.F.C)
O meia revelou que ainda não conversou com o gestor Sérgio Malucelli sobre a renegociação salarial, o que deve acontecer após a reapresentação do elenco. "Eu preferi deixar esclarecido esta situação porque caso eu não permaneça a torcida saiba o motivo. Espero uma conversa com o Sérgio para resolver da melhor maneira possível e para que eu possa me reapresentar e treinar com foco total", frisou. "Sempre entendi os momentos ruins e aceitei. Hoje, o clube está mais confortável, caso contrário, não discutiria a questão salarial até pelo respeito, admiração e carinho que tenho pelo Londrina". Além de Celsinho, o LEC aguarda os retornos de Lucas Ramon, Maicon Silva, Allan Vieira, Gilvan, Anderson, Arthur e Lucas Gomes, que pode ir para o América Mineiro. Todos estiveram emprestados em 2015 e ainda possuem vínculo com o Londrina.