Lisos ou multicoloridos, maxibrincos chegam "chegando". Para a vendedora da Mini Preço e fã da peça, Erica Caroline Cestalio, 22 anos, a novidade está no fato de as peças do momento serem leves e mais seguras. "Começamos vender há cerca de um mês e a maioria escolhe cores sóbrias por serem mais fáceis de coordenar." A vendedora também pede cuidado para não exagerar. "Se colocar um brinco grande, dispense o colar, por exemplo." Para Cestalio, foi-se o tempo em que as mulheres olhavam para um brinco grande e já queriam distância. "Além disso, combina com todas as idades e tanto para as de cabelos longos, como as que preferem curtos." A vendedora considera que o bom senso deva prevalecer. "Toda mulher pode usar e manter seu próprio estilo porque há modelos variados, tanto no formato, cores e materiais. Acredito que o maxibrinco que já é sucesso no inverno, vá avançar a estação e chegar com força no verão com modelos coloridos e modernos", aposta.
Também no centro de Londrina, a gerente da Miss Biju, Fabiana Silva, 26 anos, confirma a tendência fashion. Mulheres de diferentes faixas etárias procuram e desde o mês passado a procura é grande. Tanto é que precisamos fazer reposição no estoque, tamanho gosto." Fabiana acredita que a peça seja fácil de ser coordenada desde uma roupa mais casual até para uma balada, de acordo com o estilo de cada uma. Sobre o maxibrinco de acrílico, a peça da vez, elogia: "Não tem como não gostar porque chegou com cores neutras, práticas e assim podem ser usadas em diferentes produções."
A ex-atleta de fisiculturismo Maria José Baladelli, a Zezé Baladelli, não esconde a vaidade. Literalmente. Brincos e colares não só compõem suas produções como tornaram-se também para ela fonte de renda. "Estive recentemente em São Paulo só para comprar maxibrincos. Sempre fui apaixonada por moda e também estive em Maringá. Os maxibrincos chegaram diferenciados. Além de design, cores que roubam a cena, o preço de alguns chega a assustar", admite. O uso frequente do acessório, entretanto, trouxe problemas para Zezé. "Como uns são mais pesados, acabei rasgando a orelha e tive que fazer uma cirurgia plástica. Felizmente fiz pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e não época foi ótimo porque não tinha plano de saúde. Fiquei uns seis meses sem poder usar brincos e agora já está rasgando de novo, porque por mais que me programe para usar os pesadinhos por menos tempo, o lóbulo vai ficando fragilizado", entende. Ainda no quesito fashion, Zezé considera que é preciso ter estilo. "Mas que valoriza o look, valoriza". (W.V.)
Quando o tratamento é necessário
No caso de rasgar a orelha, Zamarian explica que o tratamento consiste na reparação do lóbulo. Existem diversas técnicas para isso e a indicação depende de cada caso. "Eu recomendo que a paciente fique um mês sem usar brincos (após o procedimento). No retorno, eu realizo o novo furo na orelha e recomendo que a paciente use um brinco de ouro ou aço cirúrgico, pequeno, sem argola, que permita que ele o gire um pouco, a cada três a quatro horas durante uma semana, a fim de fazer um orifício mais resistente", detalha. (W.V.)
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Na hora de escolher o adorno que tanto agrega às produções femininas, Zamarian pondera: "Realizo fechamento de lóbulos de orelhas quase toda semana. Minha sugestão para evitar rasgar os lóbulos das orelhas é procurar usar brincos pequenos e que sejam de ouro, que é o material mais inerte na natureza para o organismo e que não causa processo inflamatório, reduzindo o risco de rasgar os lóbulos das orelhas a praticamente zero. Entretanto, se deseja usar maxibrincos, opte pelos mais leves, como os de acrílico, e procure saber da procedência. Não durma com os brincos e tome cuidado com crianças no colo enquanto estiver usando brincos grandes, pois eles podem puxá-los", aconselha.
Cirurgião plástico recomenda cuidados
"Segundo informações da Anvisa, bijuterias, joias e assemelhados não estão sujeitos à vigilância sanitária. Portanto, não necessitam de aprovação", é o que esclarece o cirurgião plástico Walter Zamarian Jr. "O fato de os maxibrincos de acrílicos serem leves diminui o risco de danos às orelhas, mas não totalmente". Zamarian, ex-aluno do cirurgião Ivo Pitanguy, alerta que os brincos pesados causam danos às mulheres que fazem uso contínuo.
Segundo ele, brincos pesados podem causar dois tipos de danos às mulheres. "O primeiro e muito comum, é a possibilidade de rasgar os lóbulos das orelhas. Isso pode ocorrer ainda mais facilmente se a pessoa tiver reação inflamatória ao material que entra em contato diretamente com o lóbulo. O processo inflamatório torna a pele mais frágil e acaba rasgando com mais facilidade. O tamanho dos brincos também contribui, pois quanto maiores, mais facilmente podem se prender em algum lugar, ou serem puxados por crianças, podendo resultar em um rasgo completo do lóbulo. O outro dano que pode ocorrer é a intoxicação por metais pesados, como o cádmio. Níveis excessivos de cádmio foram encontrados, pela Receita Federal, em brincos provenientes da China, em 2013. Apesar disso, o dano mais comum atribuído aos brincos pesados ainda é a laceração dos lóbulos das orelhas."(W.V.)