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MANOBRAS ARRISCADAS - Igapó vira lago da imprudência

Paulo Monteiro
NOSSODIA
07 abr 2016 às 08:54

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Fotos: Paulo Monteiro
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Calor, céu azul, domingão perfeito para curtir o principal cartão postal da cidade, o Lago Igapó. Moradores de todas as regiões de Londrina foram descansar debaixo das árvores, caminhar, tomar sorvete, saborear caldo de cana e água de coco gelados. Mas com frequência, aos domingos, os visitantes também se impressionam com as manobras ousadas dos audazes pilotos de jet ski (moto aquática). Além de trafegarem próximo um do outro, eles ainda se arriscam perto da passarela da barragem do lago. Dando "cavalos de pau" com as máquinas, alguns ainda jogam água sobre os pedestres que usam a estrutura. Foi o que a reportagem do NOSSODIA flagrou no último domingo.
Imprudência não recomendada pelo capitão tenente da Marinha, Darcy da Cunha Dalbon, responsável interino pela Delegacia Fluvial de Guaíra, que fiscaliza 165 municípios no Paraná, inclusive o Igapó de Londrina. Segundo ele, há um histórico sobre essas infrações e outros registros de imprudência e imperícia dos condutores no local. Dalbon explica que irregularidades como as do lago podem resultar em punições para o condutor do veículo aquático, como multas e até mesmo a apreensão da embarcação.
"Caso a pessoa seja flagrada alcoolizada conduzindo o veículo, por exemplo, receberá uma notificação e ainda será feito um auto de infração a seu desfavor, além de gerar uma guia de recolhimento de infração (multa) e até a apreensão da embarcação. Entre outras irregulares está a não permissão para trafegar com moto aquática, pois neste caso é obrigatório portar a Carteira de Motonáutica", explica o capitão.
Por ser o Lago Igapó um espaço muito utilizado para o lazer aquático em estações mais quentes, a própria Marinha encaminha um grupo para fiscalizar o espaço. "Uma de nossas equipes esteve nesta região durante a última Operação Verão, que iniciou-se em novembro de 2015 e teve a duração de três meses. Durante o período, nosso trabalho foi intensificado no Lago Igapó, em Londrina", conta Dalbon, acrescentando que a Marinha é responsável por uma grande demanda dentro do Paraná.
"Além disso, costumamos fiscalizar este espaço em outras datas do ano. No entanto, somos responsáveis pela fiscalização de todo o Estado. No total, são 165 municípios do Paraná e mais três do Mato Grosso do Sul", comenta o oficial sobre a demanda por parte da Delegacia Fluvial .

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Eles também, provocam quem está fora do lago, fazendo manobras que jogam água nas pessoas
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Identificação dos infratores
Como a Marinha não possui condições para fiscalizar o Lago Igapó diariamente, o capitão destaca que as forças de segurança regionais devem identificar os infratores e comunicar a Delegacia Fluvial de Guaíra. "Caso o condutor da embarcação seja flagrado trafegando alcoolizado ou cometendo outras irregularidades, se necessário, a própria Guarda Municipal, que possui poder de Polícia, pode indentificar o infrator e entrar em contato com nossa delegacia. Na sequência, uma de nossas equipes se deslocará até a cidade para formalizar a autuação", destaca Darcy da Cunha Dalbon.
O secretário municipal de Defesa Social de Londrina, Rubens Guimarães, explica que casos de imprudência podem ser denunciados para a Guarda Municial pelo número 153. "Nossos agentes irão até o lago, solicitar que o responsável pela imprudência saia da água. Fora do lago, os guardas poderão evitar que ele volte a cometer as infrações", adianta "Então será lavrado uma documentação. O material será envidado para a Marinha, em Guaíra, que virá a Londrina realizar a autuação do responsável", explica Guimarães.
Mesmo que o Igapó seja impróprio para o mergulho, devido ao calor, inúmeros frequentadores se refrescavam no lago. No último domingo, as motos aquáticas eram conduzidas a poucos metros dos banhistas. Dalbon ressalta que as embarcações devem ser conduzidas com prudência e perícia, distante das margens do lago. "A recomendação é que a embarcação seja usada com muita segurança, acima de tudo. Sempre longe da orla, pelo menos 200 metros de distância", reitera o oficial da Marinha. (P.M.)

Categorias de amadores e limites de navegação
De acordo com a Capitania dos Portos, seção da Marinha formada por guarnições fiscalizadoras de rios, lagoas, lagos e costas, os não profissionais que possuem habilitações para conduzir embarcações de esporte ou recreio, de propulsão mecânica ou a vela, dentro dos limites correspondentes a cada categoria são identificados como amadores. A habilitação para condução destas embarcações é conferida ao "Grupo Amadores", previsto nas Normas da Autoridade Marítima para Aquaviários e Amadores. O Amador terá sua qualificação comprovada por Carteira de Habilitação de Amador.
A Capitania divide as categorias de amadores e seus limites de navegação. Os amadores serão habilitados por meio da Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e serão cadastrados no Sistema Informatizado de Cadastro do Pessoal Amador (Sisama), nas categorias de Capitão Amador: apto para conduzir embarcações entre portos nacionais e estrangeiros, sem limite de afastamento da costa; Mestre Amador: apto para embarcações entre portos nacionais e estrangeiros nos limites da navegação costeira; Arrais Amador: apto para conduzir embarcações nos limites da navegação interior e veleiro: apto para embarcações a vela sem propulsão a motor, nos limites da navegação interior. (P.M.)

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