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Mais uma e pede música - Salvo de novo

25 out 2017 às 22:27

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Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteú
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O plenário da Câmara rejeitou na noite de quarta-feira o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral). De acordo com a Constituição, era necessário que ao menos dois terços dos deputados votassem a favor da continuidade da investigação. Foram 251 votos pelo arquivamento e 233 pela sequência.
Dos 30 deputados da bancada do Paraná, 18 votaram favoravelmente ao arquivamento da denúncia. Os outros 12 deputados federais do Estado votaram a favor do afastamento do peemedebista e da abertura da investigação.
Nenhum parlamentar mudou de posicionamento em relação à primeira denúncia contra Temer que foi arquivada em agosto. A única diferença à época foi que os deputados Luciano Ducci (PSB), Osmar Serraglio (PMDB) e Reinold Stephanes (PSD) estavam ausentes.
O londrinense Alex Canziani (PTB) abriu o bloco do Paraná. "Sr. presidente, com a certeza que é o melhor para o país, eu voto sim", anunciou. Luiz Carlos Hauly (PSDB) também votou favoravelmente ao relatório que arquivou a denúncia da PGR. "Pelas reformas, pelas mudanças econômicas do Brasil, eu voto com o relator", disse.
Rubens Bueno (PPS), que foi uma das vozes mais críticas ao arquivamento da denúncia, votou contra o relatório. "A defesa fala em ação espetaculosa do Ministério Público e da Polícia Federal, por isso, digo não ao relatório e sim à investigação de ações criminosas", ressaltou Bueno.
Diego Garcia, líder do PHS na Casa, orientou a bancada a votar a favor da investigação contra Temer. Ele citou que servidores do Hospital Universitário de Londrina estiveram em Brasília indignados com falta de recursos na saúde. "A permanência de Temer é um levante contra o povo, contra a população. Não podemos permitir que a impunidade se perpetue. Está nas nossas mãos escrever outra história", discursou.

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No hospital
Mais cedo, o presidente Michel Temer foi parar no Hospital Militar de Base de Área (HMAB), do Exército, após sofrer uma obstrução urológica. Ele teve alta no início da noite e, ao deixar o hospital, fez sinal de positivo e afirmou: "estou inteiro". (Agência Brasil e Guilherme Marconi/Grupo Folha)

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