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M... de problema - Esgoto de cadeia estoura e enche quintal de escola de cocô

Paulo Monteiro
NOSSODIA
14 mai 2015 às 19:02

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O problema da superlotação do 5° Distrito Policial (DP) supera o muro da carceragem e compromete, inclusive, a saúde de alunos no Conjunto Luiz de Sá, zona norte de Londrina. O espaço de segurança, criado para manter 24 presos, abriga 96 detentos. O encanamento que recebe materiais fecais não vem suportando a quantidade de dejetos e transbordou, mandando a sujeira para o terreno da Escola Municipal Ruth Lemos, ao lado da cadeia.
De acordo com a diretora da escola, Ivonete da Silva Teixeira, o problema foi identificado há algumas semanas. "Tinha homens realizando a roçagem do nosso terreno, quando se depararam com o forte cheiro e o esgoto acumulado próximo ao muro que divide a escola da delegacia", diz a diretora.
Segundo Ivonete, o muro pode não ter suportado a quantidade de esgoto e sucumbido, ocasionando um buraco na estrutura. "O muro já possui alguns canos, usados para escoar a água da chuva que sai da delegacia, mas esgoto foi a primeira vez", relata ela. A diretora afirma que irá encaminhar um ofício ao delegado do 5° DP, formalizando a necessidade de uma providência.
O delegado Mozart Rocha destaca que a vazão do encanamento atende a necessidade dos detentos. "É culpa da superlotação. O problema é que os próprios presos acabam jogando cola, comida, roupas e outros objetos no esgoto, entupindo o encanamento. Quando isso acontece, solicitamos o apoio da Sanepar, que realiza o desentupimento", explica o delegado.
Gonçalves informa que será feito um estudo em busca da solução. Em seguida, encaminhá um ofício para o Grupo Auxiliar Financeiro da Polícia Civil, solicitando recursos para que uma obra seja realizada em breve.

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Construção de cadeia para o 2o semestre
O 5° Distrito Policial possui a maior quantidade de presos em Londrina. Por causa da superlotação, o espaço é tomado pelo mau cheiro, perigoso para a saúde e segurança dos presos, visitantes e funcionários da unidade. Há riscos de doenças de pele, sarna e demais infecções. A quantidade de detentos também dificulta a circulação de ar e a higienização das celas. Sem a luz do sol, a cadeia está sempre úmida.
Para o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsuju Nakadomari, a solução para o problema a construção de penitenciárias e casas de custódia em Londrina. Nakadomari interditou o 5° DP em fevereiro de 2014. Na ocasião, o DP tinha 86 custodiados. Porém, a situação vem se agravando. Atualmente, o número de detentos é de 96 homens.
A assessoria da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária informou que há dois projetos em andamento. Eles estão sendo reavaliados pelo governo do Paraná. O primeiro para a ampliação da Casa da Custódia de Londrina (CCL) e o segundo para a construção da Cadeia Pública da cidade. De acordo com a Secretaria, as obras podem ser iniciadas no segundo semestre de 2015. (P.M.)

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