Com 148 alunos matriculados no setor pedagógico e 197 em seu setor clínico, a Associação Flávia Cristina oferece serviço de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutricionista, psicopedagogia e hidroterapia, custeados por meio de um convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, completa 20 anos de prestação de serviços à comunidade. De acordo com o diretor da unidade, William Alexandre dos Santos Silva, são atendidos alunos em sistema de contra turno e pacientes externos.
Formado em Artes e com Especialização em Educação Especial e Neuropedagogia, há 10 anos Silva dá aulas na Associação Flávia Cristina e, em 2016, aceitou o desafio de assumir a direção. "Nesses anos, vi a conquista da quadra coberta, da piscina e todas as transições. Quando entrei, eram só as salas do corredor principal, a escola foi ampliada e começamos o ano com desafios. Estamos arrecadando materiais para pintura da escola. Toda ajuda é bem-vinda e os alunos do curso de Arquitetura da Unopar farão a pintura por meio de um trote solidário", alegra-se.
Silva explica que a escola deve cumprir todas as exigências da Vigilância Sanitária. "Estamos correndo contra o tempo, sofremos com ação do tempo e as últimas chuvas e nosso trabalho é focado nas famílias. "Quando um filho é estimulado, amparado, isso se reflete na família como um todo e prezamos por um local de atendimento limpo, agradável e que gere bem-estar. Por isso, a pintura e os reparos na cozinha e nas salas, por exemplo, não são estéticos, são estruturais", reforça.

Joana Souza, mãe de uma das crianças assistidas, e Keli Pedroso, recepcionista: família e associação unidos no tratamento
Enquanto aguarda o atendimento, Winston Santos, 10 anos, sorri. Na companhia do irmão Wellington Henrique dos Santos, 18 anos, irá para sessão de fisioterapia. Moradores do Jardim Planalto, todas as terças e quintas-feiras são sagradas. A família sabe da importância do acompanhamento multidisciplinar. Além da fisioterapia, Winston faz hidroterapia, fonoaudiologia, passa pela psicóloga e pela pedagoga. "Ele tem deficit de atenção, não anda, tem paralisia nas pernas, mas nesses dois anos que é cuidado aqui melhorou bastante. Antigamente, nem mexia a perna, não fazia nada. Mas para andar mesmo, só com cirurgia", fala o irmão. Também duas vezes por semana, Eremita Rodrigues de Oliveira, 50 anos, acompanha o tratamento oferecido à filha Giovana Oliveira Mainardes, 10 anos, na Associação Flávia Cristina. "A Giovana faz fisio, natação e fono. Ela teve convulsão na hora do parto, não tem coordenação motora e graças a Deus recebemos esse serviço sem ter que pagar, porque eu não teria como". Moradora do Residencial Vista Bela, Eremita conta que antes a filha era atendida em outra associação, no centro de Londrina. "Aqui é mais perto para a gente, só pego um ônibus e nesses dois anos ela tá mais faladeira, se movimentando e fico feliz de ver o desenvolvimento dela. Vai na escola regular, está no quarto ano. Os médicos me desanimaram. Disseram que só se ela tiver muita vontade vai andar. E ela tem. Estou esperando a cirurgia e entrei na Justiça." Eremita vive na companhia da filha e recebe auxílio-doença no valor de um salário. (WV)
Moradora do Parigot 3, Joana Alvino de Souza, 47 anos, conta que começou a trabalhar aos 10 anos de idade. "Nunca tirei férias e parei de trabalhar fora quando meu filho que é autista nasceu." Joana tem mais filhos, mas já casados. "Entendo que todo esse tratamento é um investimento para o futuro dele e para sua independência." Antônio Gabriel Silva, 9 anos, recebe o acompanhamento de fonoaudióloga e psicóloga na Associação. "Estamos aqui há dois anos. Confesso que demorei a aceitar que ele é especial. Hoje, sei o quanto é inteligente. Desconfiava desde os nove meses, mas só comecei a tratar aos três anos por não entender. A palavra especial doía muito em mim e depois que eu aceitei, foi outra vida para ele e para mim". Joana explica que o autismo do caçula é grau leve. "Estou vencendo essa batalha. Hoje há recursos, leio bastante e vou atrás de informação porque, embora ele seja especial, sou firme, dou limites e sei da importância de dar autonomia para ele. Também aprendi que o tratamento maior começa com a família. É preciso estar forte". A secretária do Departamento Clínico, Keli Cristina Pedroso, informa que há vagas disponíveis para tratamento clínico. "Recebemos famílias de todas as regiões da cidade. (WV)
Serviço:
Associação Flávia Cristina
Av. Saul Elkind 5000
Fone: (43) 3327-4828
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