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Lugar de fazer o bem - Uma associação especial

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 fev 2016 às 15:56

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Fotos: Walkiria Vieira
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Com 148 alunos matriculados no setor pedagógico e 197 em seu setor clínico, a Associação Flávia Cristina oferece serviço de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutricionista, psicopedagogia e hidroterapia, custeados por meio de um convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, completa 20 anos de prestação de serviços à comunidade. De acordo com o diretor da unidade, William Alexandre dos Santos Silva, são atendidos alunos em sistema de contra turno e pacientes externos.
Formado em Artes e com Especialização em Educação Especial e Neuropedagogia, há 10 anos Silva dá aulas na Associação Flávia Cristina e, em 2016, aceitou o desafio de assumir a direção. "Nesses anos, vi a conquista da quadra coberta, da piscina e todas as transições. Quando entrei, eram só as salas do corredor principal, a escola foi ampliada e começamos o ano com desafios. Estamos arrecadando materiais para pintura da escola. Toda ajuda é bem-vinda e os alunos do curso de Arquitetura da Unopar farão a pintura por meio de um trote solidário", alegra-se.
Silva explica que a escola deve cumprir todas as exigências da Vigilância Sanitária. "Estamos correndo contra o tempo, sofremos com ação do tempo e as últimas chuvas e nosso trabalho é focado nas famílias. "Quando um filho é estimulado, amparado, isso se reflete na família como um todo e prezamos por um local de atendimento limpo, agradável e que gere bem-estar. Por isso, a pintura e os reparos na cozinha e nas salas, por exemplo, não são estéticos, são estruturais", reforça.

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Joana Souza, mãe de uma das crianças assistidas, e Keli Pedroso, recepcionista: família e associação unidos no tratamento
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Integração entre família e escola faz a diferença
Enquanto aguarda o atendimento, Winston Santos, 10 anos, sorri. Na companhia do irmão Wellington Henrique dos Santos, 18 anos, irá para sessão de fisioterapia. Moradores do Jardim Planalto, todas as terças e quintas-feiras são sagradas. A família sabe da importância do acompanhamento multidisciplinar. Além da fisioterapia, Winston faz hidroterapia, fonoaudiologia, passa pela psicóloga e pela pedagoga. "Ele tem deficit de atenção, não anda, tem paralisia nas pernas, mas nesses dois anos que é cuidado aqui melhorou bastante. Antigamente, nem mexia a perna, não fazia nada. Mas para andar mesmo, só com cirurgia", fala o irmão. Também duas vezes por semana, Eremita Rodrigues de Oliveira, 50 anos, acompanha o tratamento oferecido à filha Giovana Oliveira Mainardes, 10 anos, na Associação Flávia Cristina. "A Giovana faz fisio, natação e fono. Ela teve convulsão na hora do parto, não tem coordenação motora e graças a Deus recebemos esse serviço sem ter que pagar, porque eu não teria como". Moradora do Residencial Vista Bela, Eremita conta que antes a filha era atendida em outra associação, no centro de Londrina. "Aqui é mais perto para a gente, só pego um ônibus e nesses dois anos ela tá mais faladeira, se movimentando e fico feliz de ver o desenvolvimento dela. Vai na escola regular, está no quarto ano. Os médicos me desanimaram. Disseram que só se ela tiver muita vontade vai andar. E ela tem. Estou esperando a cirurgia e entrei na Justiça." Eremita vive na companhia da filha e recebe auxílio-doença no valor de um salário. (WV)


"Cada dia aprendo um pouco sobre como cuidar de meu filho"
Moradora do Parigot 3, Joana Alvino de Souza, 47 anos, conta que começou a trabalhar aos 10 anos de idade. "Nunca tirei férias e parei de trabalhar fora quando meu filho que é autista nasceu." Joana tem mais filhos, mas já casados. "Entendo que todo esse tratamento é um investimento para o futuro dele e para sua independência." Antônio Gabriel Silva, 9 anos, recebe o acompanhamento de fonoaudióloga e psicóloga na Associação. "Estamos aqui há dois anos. Confesso que demorei a aceitar que ele é especial. Hoje, sei o quanto é inteligente. Desconfiava desde os nove meses, mas só comecei a tratar aos três anos por não entender. A palavra especial doía muito em mim e depois que eu aceitei, foi outra vida para ele e para mim". Joana explica que o autismo do caçula é grau leve. "Estou vencendo essa batalha. Hoje há recursos, leio bastante e vou atrás de informação porque, embora ele seja especial, sou firme, dou limites e sei da importância de dar autonomia para ele. Também aprendi que o tratamento maior começa com a família. É preciso estar forte". A secretária do Departamento Clínico, Keli Cristina Pedroso, informa que há vagas disponíveis para tratamento clínico. "Recebemos famílias de todas as regiões da cidade. (WV)

Serviço:
Associação Flávia Cristina
Av. Saul Elkind 5000
Fone: (43) 3327-4828

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