Tão importante quanto a vitória por 3 a 0 sobre a Argentina foi a forma como ela foi construída, no Mineirão. A seleção brasileira teve uma grande atuação, individual e coletiva. Soube potencializar suas virtudes e explorar bem as deficiências de uma decadente e sem rumo Argentina. O Brasil teve uma defesa segura, marcação forte e transição no meio-campo e muita velocidade no ataque. Unindo isso a qualidade dos jogadores brasileiros, a vitória foi até fácil. O Brasil deu um verdadeiro show e colocou os hermanos na roda. O placar final ficou barato pelo volume, sobretudo no segundo tempo. Cinco ou seis a zero seria o mais real.
Merecimento
Bastaram apenas cinco jogos para termos a certeza que jogamos dois anos no lixo enquanto o Dunga esteve a frente da Seleção. Tite já merecia comandar o Brasil desde o fiasco da Copa do Mundo. Antes tarde do que nunca. Tite está mostrando que se preparou muito bem para este momento e, em pouco tempo, já conseguiu passar modelos atuais de trabalho para o time. Aí ficou fácil. Porque estes jogadores já estão acostumados com estes métodos na Europa. Até o clima mudou. O sorriso no rosto dos jogadores, a alegria, a descontração vistos agora era algo impensável na gestão do emburrado e rancoroso Dunga.
Prazer
O Brasil não terá dificuldades para carimbar o passaporte para a Copa de 2018. Vai se classificar com um pé nas costas. Depois de cinco vitórias seguidas, a Seleção já se distanciou da maioria dos adversários e precisa de mais quatro pontos para garantir a vaga. Ganhando do Peru, na quarta-feira, já pode comemorar. Claro que o time brasileiro precisa evoluir e talvez ainda não esteja pronto para encarar seleções mais fortes e ajustadas como Alemanha, Espanha e França. Mas, até o Mundial tem tempo de sobra para evoluir e traçar uma caminho que pode ser vitorioso na terra da vodca. O mais importante é que o prazer de ver e torcer para a Seleção está de volta.