Saídas
Não se falou em outra coisa no futebol mundial na semana que passou: a saída de Neymar do Barcelona e a chegada ao Paris Saint-Germain. Para o torcedor do Londrina também houve despedida. O artilheiro Jonatas Belusso foi jogar na Arábia Saudita. Guardadas as devidas comparações, Belusso era o nosso Neymar. Só que o Barça tem outros craques, enquanto que por aqui vai ser difícil encontrar outro atacante do mesmo nível do goleador da Série B. Pior para o Londrina, que terá que se virar sem o Belusso, e para o Tencati, que precisará encontrar uma forma de manter o time fazendo gols com as peças que têm no elenco. Não vai ser fácil, mas a vida segue e o torcedor tem que acreditar que ainda é possível.
Profissional
Entendo a bronca do torcedor alviceleste, afinal ninguém gosta de ver o seu time ser enfraquecido durante um campeonato. E Belusso foi o jogador mais decisivo da equipe até aqui. Fez 11 gols, 40% dos 28 que o LEC marcou. Deu quatro assistências e tinha um papel tático fundamental, pois sabia jogar como 9, vindo de trás e também pelos lados. Fará muita falta. Porém, não há o que reclamar do atleta. Honrou a camisa do clube e em nenhum momento foi desleal com a torcida. Repassou para os dirigentes todas as propostas que chegaram a ele e sempre deixou claro o seu desejo de sair. Afinal, qual profissional recusaria uma proposta para ganhar sete vez mais? Nenhum. Fez certo em deixar o LEC e o clube não poderia realmente fazer nada.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Sonhar
A oferta da Arábia agradou a todos, em parte, é claro. Mesmo recendo US$ 100 mil (R$ 311 mil) pelo direito de vitrine, o Londrina gostaria que o jogador ficasse. Mas, também não se pode culpar o clube por não segurá-lo. É impossível manter um jogador que recebe uma oferta dessas feliz. Ninguém tem culpa nesta saída do artilheiro. Faz parte do futebol e não tem como ir na contramão. Cabe ao Londrina seguir em frente, buscar outros jogadores no mercado e dar moral para os que permanecem no elenco. O baque foi grande, mas nada está perdido e as chances da equipe continuam reais. Ao torcedor cabe acreditar, empurrar e sonhar.