A saída do zagueiro Matheus para o futebol da Bélgica pegou a torcida do Londrina de surpresa. Afinal de contas, a Série B ainda não chegou nem na metade e bem ou mal o jogador era titular do time. Este tipo de negociação sempre gera muita discussão já que muitos aprovam e outros não. Nem sempre o torcedor sabe de todos os detalhes que envolvem uma situação como esta. A verdade é que uma transferência só acontece quando é bom para os dois lados: jogador e clube. No lado técnico, a saída não é boa. Não que o Matheus estivesse fazendo um campeonato impecável. Pelo contrário, já teve fases melhores. Mas é que hoje há poucas opções no elenco. Ou seja, independentemente de quem saia, fará falta.
Futuro
Pelo lado financeiro, o negócio não deixa de ser interessante. Mesmo o LEC não recebendo nada pelo empréstimo e querendo passar a sensação que o jogador forçou a saída. Mas é claro que a longo prazo pode se tornar um grande negócio. Se não pensasse assim, o LEC não o liberaria, como aconteceu no caso do Jonatas Belusso, que tinha proposta da Coréia do Sul. O clube bateu o pé e não o liberou. Belusso sairia e o alviceleste não receberia nada nem agora e nem no futuro. Matheus tem vínculo com o clube - até 30 de abril de 2019 - e se ele ‘estourar’ na Bélgica pode significar muitos euros na conta do gestor e do LEC.
Planejamento
Claro que o jogador ‘forçou’ a saída. Quem faria diferente? Mesmo indo para um clube médio de um país sem muita tradição no futebol, está na Europa e pode abrir um grande mercado. Sem falar na experiência de vida, na qualidade de morar em um país de primeiríssimo mundo como a Bélgica e até mesmo no salário, que certamente é maior do que recebia por aqui. O jogador não deve ser demonizado, assim como o clube e quem o administra hoje. Talvez os mais prejudicados sejam o treinador, que perde uma opção em um elenco já reduzido, e o torcedor, que fica na bronca por ver o seu time enfraquecido em um momento que o time está embalando. Faltou planejamento em trazer um outro nome antes da saída de Matheus.
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