Números não mentem
A campanha do Londrina na Série B até aqui é regular e, por ser o primeiro ano no Brasileiro depois de muito tempo, é de se louvar. Mas, poderia ser melhor, principalmente se a equipe tivesse uma força ofensiva maior. Entre os 20 participantes do Nacional, o LEC é apenas o 18º em finalizações certas. É somente o 12º em passes certos. Quem chuta pouco e erra muitos passes, consequentemente, faz poucos gols. Até a 14ª rodada, foram apenas 13 gols marcados, um dos piores ataques. Keirrison é o londrinense que mais finalizou, mas aparece apenas na 29ª posição, com nove conclusões.
Indisciplinado
Depois de cinco anos, o torcedor alviceleste já se acostumou com os times do técnico Claudio Tencati. De marcação forte, defesa segura, troca de passes e ataques pouco produtivos. Na Série B não é diferente. O LEC só sofreu 12 gols – a segunda melhor defesa – e é a quinta equipe que mais desarma na competição. Porém, é o sexto que mais perde bolas. Ou seja, recupera muita a posse, mas não sabe o que fazer com ela. E por isso também comete muitas faltas. O alviceleste é o time mais indisciplinado – 266 faltas – e, incríveis, 50 cartões amarelos.
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Cartões
Este número grande de cartões tem trazido um problema enorme para o Londrina. Todo jogo tem jogador suspenso. Neste momento, são sete atletas pendurados com dois cartões amarelos. E muitos já estão na segunda série de cartões, como os casos de Rafael Gava, Igor e Paulinho Moccelin, que mesmo sendo atacante toma cartões em demasia. Claro, que existem árbitros, que exageram na autoridade, mas o LEC recebeu diversos cartões por reclamação e lances bobos. O clube tem a obrigação de exigir uma postura diferente do elenco nesta questão disciplinar.