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Lucio Flávio

21 set 2015 às 09:45

Prejuízo
Das nove partidas como mandante nesta série C do Brasileiro, o Londrina foi punido em cinco delas pelo STJD da CBF - quatro com portões fechados e uma a 100 quilômetros. Além do prejuízo técnico e do torcedor, alijado de poder acompanhar o seu time, o Londrina amargou um déficit de mais de meio milhão de reais. "Deixamos de arrecadar uns R$ 500 mil. Não arrecadamos nada nas partidas com portões fechados, mas os custos precisam ser pagos de qualquer jeito", reclamou Sérgio Malucelli.

Lição
O prejuízo é consequência da irresponsabilidade do próprio clube, pelos fatos lamentáveis na série D do ano passado, no confronto contra o Brasil, e também pelo ato de um falso torcedor em Maringá. Não dá para entender que o torcedor, que fala que ama seu clube, tenha uma atitude como essa. E todo mundo sabe que qualquer ato neste sentido vai causar prejuízo e mesmo assim o cara faz. Vai saber o que passa na cabeça do indivíduo. Que as punições sirvam de aprendizado e que este tipo de atitude não se repita.

O que fazer
Os dirigentes reclamam que obrigar os clubes a jogarem de portões fechados é muito prejudicial e vai levar a falência os times pequenos e médios. Não deixam de ter razão. E tem outra. Jogar sem torcida é a pior coisa do mundo. Parece que você está em um velório. Difícil se motivar. Talvez o caminho seja punir financeiramente os clubes responsáveis, mas não proibir o torcedor de ir a campo. E responsabilizar, individualmente, o torcedor que cometer um ato irregular, inclusive, com a proibição de frequentar os estádios por um longo período.


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