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Lucio Flávio

01 fev 2016 às 08:59

Vitor
Até o próprio goleiro Vitor ficou surpreso com a repercussão que gerou o seu anúncio em guardar o sábado, em razão do seu batismo na igreja Adventista do Sétimo Dia. Não se falou em outra coisa na cidade nos últimos dias. Nos bares, restaurantes e nas ruas este era o assunto em discussão. E não era para menos. Não é comum um jogador de futebol de alto nível, com bom salário, ídolo de um clube e de uma torcida colocar em risco a profissão e a sua continuidade no futebol para seguir uma religião. Ainda mais na nossa sociedade, onde só se dá valor para o dinheiro, a fama e o sucesso.

Convicto
Antes de mais nada é preciso respeitar a decisão do jogador, que se mostrou muito seguro e convicto pela escolha. "Amadureci esta ideia nos últimos dez anos e estou preparado para as consequências". E o goleiro sabe que a sua carreira está com os dias contados, no que se refere a um clube médio ou grande, bem estruturado e com calendário. Não trabalhar do pôr do sol de sexta até o anoitecer de sábado é incompatível com o futebol em qualquer parte do mundo. O futebol é sacrificante e exige treinos diários, viagens e concentrações. Abrir uma exceção seria muito arriscado. Nenhum clube vai correr este risco.

Gratidão
Vitor irá encerrar seu ciclo no Londrina em maio, quando termina seu contrato. Ele deixa o clube, mas a sua história vai ficar para sempre. Em dois anos, o goleiro entrou para a galeria do alviceleste com o título de 2014 e as subidas para as séries C e B. E ficou marcado pela sua frieza embaixo das traves e por se agigantar nas horas decisivas. Fora de campo, sempre foi um cara sério, responsável e extremamente gentil com todos. Obrigado por honrar o manto azul e branco. Siga seu caminho e vá em paz e que Deus o acompanhe sempre nos seus novos projetos.


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