Sócio torcedor
O Londrina já ultrapassou a marca de dois mil sócios torcedores. A adesão de associados tem surpreendido a direção do clube menos de um mês após o lançamento do programa. A meta do alviceleste é alcançar cinco mil sócios até o final do ano. O programa tem valores interessantes e garante muitas vantagens ao torcedor. Vale a pena. Resta ao LEC intensificar a divulgação e disponibilizar as informações e o time continuar indo bem dentro de campo. Um ST bem elaborado é bom para todos os lados: clube, torcida e gestor.
Lado amargo
A opção por incrementar um programa de sócio torcedor obriga o LEC a cobrar alto pelo ingresso avulso. É um mal necessário. Com bilhetes baratos, o ST empaca. Vender um ingresso de arquibancada a R$ 40 (antecipado) e R$ 60 (no dia) é muito caro e judia do torcedor. Mas, aí é que entra o trabalho que o clube precisa fazer para mostrar a vantagem financeira de se associar. Ao optar por um caminho o que não se pode é mudar as regras no meio do jogo. Resta saber se o Londrina vai ter fôlego para bancar o ST e suportar a pressão do torcedor por ingressos mais baratos.
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Fora da realidade
Falando em preços de ingressos, os dirigentes do futebol brasileiro perderam a noção da realidade. O Atlético vendeu ingressos a R$ 150 para o clássico contra o Paraná. Na quinta-feira, o Palmeiras cobrou R$ 200 de cada torcedor da Ponte Preta que foi ao Allianz Parque. Isso representa quase 30% do salário mínimo. Na Europa, você assiste a um jogo da Liga dos Campeões da Europa com R$ 150, 3% do salário mínimo. No Brasil se oferece futebol com qualidade de terceiro mundo e se pratica preços de primeiro. Por isso, os estádios estão sempre vazios.