Sem grana
Realmente a grana está curta para todo mundo. O mês sempre tem mais dias que dinheiro. Esse é um dos motivos de pouca gente nos estádios brasileiros. Com raras exceções, a média é baixa. Está assim na Série A e na B, tá pior ainda. Por isso, alguns clubes têm sido coerentes e estão colocando ingressos a preços populares. O clássico Cruzeiro e Atlético teve ingressos a R$ 30. O Santos jogou no Pacaembu ontem com entradas a R$ 10. Claro que o futebol é muito caro e com esses valores é difícil sobrar alguma coisa. Mas, o que é melhor? 30 mil pessoas a R$ 10 ou 10 mil a R$ 30?
Custo
É bom lembrar que o preço do ingresso não é a única despesa do torcedor. Tem o custo com o transporte, estacionamento e consumo dentro do estádio. Então, realmente a conta fica alta. Sem falar que a maioria dos nossos estádios não têm conforto e nem segurança nenhuma para a galera, que fica tomando sol e chuva na moleira. E o cidadão corre o risco ainda de ver um péssimo jogo e ainda seu time levar uma lambada. Por isso que muita gente prefere ficar em casa assistindo pela televisão. Se os clubes não se atentarem para o momento econômico do país, os estádios ficarão cada vez mais às moscas.
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Café
O Londrina não consegue definir um política dos valores de ingresso. Hora cobra caro a entrada avulsa para valorizar o programa sócio-torcedor. No jogo seguinte, diminui o valor na venda antecipada, no outro mantém o mesmo preço antes e na hora. Cada partida é um valor diferente. Cria uma confusão danada na cabeça do torcedor. Uma coisa já ficou clara, quando tem preço popular, o número de torcedores no Café é maior. Ingresso caro, a frieza do time em relação a torcida e as constantes críticas ao público são uma combinação perfeita para estádio vazio.